O bloqueio quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã pode se estender por um longo período, possivelmente por anos.
A informação foi divulgada pela PressTV, com base em uma fonte de segurança que falou sob condição de anonimato, reforçando o tom de firmeza adotado por Teerã diante da escalada de tensões com potências ocidentais.
Segundo o relato, o país possui capacidade operacional para manter o controle da região por tempo prolongado.
A autoridade também afirmou que, se essa estratégia tivesse sido adotada anteriormente, os Estados Unidos teriam enfrentado maiores dificuldades logísticas, já que boa parte do abastecimento de suas bases militares no Oriente Médio depende de rotas marítimas que cruzam o estreito.
A restrição ao tráfego marítimo tem como objetivo limitar o suporte logístico às forças americanas na região, dificultando a manutenção de suas operações.
O endurecimento da postura iraniana ocorre após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o que levou Teerã a reforçar o controle sobre essa via estratégica.
O impacto da medida foi imediato nos mercados internacionais, especialmente no setor energético. Como uma parcela significativa do petróleo transportado globalmente passa pelo estreito, a restrição elevou os preços dos combustíveis e aumentou a preocupação com o abastecimento.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou, ainda em março, que embarcações dos Estados Unidos e de países aliados não estão autorizadas a atravessar a região.
A decisão eleva o risco de confrontos indiretos e intensifica a pressão sobre as cadeias globais de energia.
Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, sugeriu a criação de uma coalizão naval internacional para garantir a segurança da navegação.
A proposta, no entanto, encontrou resistência entre aliados, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que demonstraram cautela em se envolver diretamente no conflito.
Apesar das restrições, o governo iraniano afirma que o bloqueio não é absoluto. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que a passagem segue liberada para países considerados aliados ou neutros.
Entre os países que continuam autorizados a utilizar a rota estão China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.
Segundo o chanceler, a estratégia busca equilibrar interesses geopolíticos, mantendo relações comerciais com parceiros estratégicos enquanto restringe o acesso de nações consideradas adversárias.
O cenário permanece instável, com potencial de gerar impactos duradouros tanto na segurança regional quanto no equilíbrio do mercado global de energia.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.












