A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo neste sábado (28), após a Guarda Revolucionária do Irã anunciar que instituições acadêmicas ligadas a Israel e aos Estados Unidos passam a ser consideradas possíveis alvos militares. A declaração ocorre após ataques atribuídos a forças americanas e israelenses contra universidades iranianas.
Em comunicado oficial, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que universidades israelenses e centros educacionais norte-americanos situados na região da Ásia Ocidental entram, a partir de agora, no rol de “alvos legítimos”. Segundo o grupo, a medida seria uma resposta direta à destruição de instalações acadêmicas no Irã.
A nota também indicou que pelo menos duas instituições poderão ser atingidas como forma de retaliação. Além disso, houve um alerta direcionado a civis, professores e estudantes ligados a universidades americanas na região para que evitem permanecer em um raio de até um quilômetro dessas instalações.
O posicionamento aumenta a preocupação internacional, principalmente por envolver diretamente instituições de ensino e ampliar o escopo de possíveis alvos dentro do conflito.
Ultimato aos Estados Unidos
No mesmo comunicado, a Guarda Revolucionária fez um ultimato ao governo dos Estados Unidos. O grupo exige que a Casa Branca condene formalmente os ataques contra universidades iranianas até o dia 30 de março e que atue para impedir novas ações de aliados contra centros acadêmicos e científicos do país.
Segundo o texto, caso não haja manifestação ou medidas concretas por parte dos EUA dentro do prazo estipulado, as ameaças serão mantidas e poderão ser executadas.
Ataque em Teerã
Ainda neste sábado, veículos de comunicação iranianos relataram um bombardeio contra a Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas, mas o episódio reforça o clima de tensão e incerteza na região.
Analistas avaliam que a inclusão de universidades como possíveis alvos representa um avanço significativo na gravidade do conflito, com potencial de ampliar riscos humanitários e repercussões diplomáticas.
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