O governo do Irã condenou duramente o ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos contra três instalações nucleares iranianas, incluindo a central de Fordow, considerada estratégica para o programa atômico do país. A ofensiva, confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump no sábado (21), é vista por Teerã como uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Em uma declaração oficial, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, classificou o ataque como “ultrajante” e advertiu que terá “consequências duradouras”. Araghchi enfatizou que o Irã se reserva o direito de proteger seus interesses nacionais em legítima defesa, em conformidade com as disposições da ONU.
“O mundo inteiro deve estar alarmado com esse comportamento ilegal e perigoso dos Estados Unidos, que coloca em risco a paz e a segurança internacionais”, afirmou Araghchi em publicação na plataforma X (antigo Twitter).
O Ministério das Relações Exteriores iraniano reforçou as críticas e responsabilizou diretamente Washington pelo agravamento da crise, destacando a colaboração dos EUA no planejamento dos ataques israelenses anteriores. “A agressão revela a participação criminosa dos Estados Unidos ao lado do regime sionista na execução de ações militares contra o Irã”, declarou o ministério.
Teerã reiterou que seu programa nuclear tem fins pacíficos e apontou que inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não encontraram provas de que o país desenvolva armas nucleares. Mesmo assim, Israel acusa o Irã de manter um projeto militar secreto e, no dia 13 de junho, lançou uma ofensiva contra alvos nucleares e militares iranianos.
Em resposta, o Irã disparou mísseis e lançou drones contra instalações militares israelenses. A escalada já deixou centenas de mortos: segundo o Ministério da Saúde iraniano, mais de 400 pessoas morreram e cerca de 3 mil ficaram feridas no país. Israel relata ao menos 20 mortes e mais de 1.200 feridos.
O governo iraniano apelou à comunidade internacional, à ONU e à AIEA para que condenem a ação dos EUA, alertando que o silêncio diante da violação pode colocar o mundo em risco sem precedentes. Enquanto isso, a tensão no Oriente Médio se intensifica, elevando o temor de um conflito de proporções ainda maiores.
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