O transporte aéreo entre Brasil e Portugal começou a ser impactado antes mesmo do início oficial de uma greve geral prevista para quarta-feira (3) no país europeu.
A mobilização, convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), levou companhias aéreas a anteciparem mudanças operacionais, resultando em cancelamentos e ajustes na malha de voos entre os dois países.
As alterações atingem principalmente rotas diretas entre cidades brasileiras e Lisboa, um dos principais hubs de conexão entre a América do Sul e a Europa.
As empresas adotaram medidas preventivas diante da possibilidade de paralisação de serviços aeroportuários e de apoio em solo, o que poderia comprometer a regularidade das operações.
Entre as companhias afetadas está a Azul Linhas Aéreas, que cancelou quatro voos entre o aeroporto de Viracopos, em Campinas, e Lisboa. Foram suspensos os voos de ida e volta programados para os dias 2 e 3 de junho, incluindo as operações AD8750, AD8900, AD8751 e AD8901.
A empresa informou que está prestando assistência aos passageiros e oferecendo opções de remarcação.
A LATAM Airlines também confirmou cancelamentos na rota entre Guarulhos, em São Paulo, e Lisboa.
No total, quatro voos foram afetados, incluindo as operações LA8146, LA8148, LA8147 e LA8149, igualmente distribuídas entre partidas no dia 2 e retornos no dia 3 de junho.
A companhia afirmou que reorganizou sua malha aérea para minimizar os impactos aos clientes.
Embora a greve ainda não tenha começado oficialmente, o setor aéreo já sente os efeitos da expectativa de paralisação, especialmente pela possibilidade de interrupção de serviços essenciais em aeroportos portugueses.
Esse cenário levou as companhias a agir de forma preventiva para evitar atrasos em cadeia e maiores transtornos aos passageiros.
A greve foi convocada em meio a um impasse entre sindicatos e governo de Portugal em torno de uma proposta de reforma trabalhista enviada ao Parlamento.
A CGTP afirma que as mudanças podem afetar direitos dos trabalhadores e, por isso, decidiu pela paralisação nacional.
Enquanto isso, o setor aéreo segue em estado de atenção, monitorando o avanço das negociações e avaliando novos ajustes na programação de voos entre Brasil e Portugal.
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