O número de pessoas mortas na Europa durante o inverno será maior do que no campo de batalha na guerra da Ucrânia, por causa dos custos de energia, de acordo com reportagem do jornal semanal britânico The Economist.
O semanário destaca que o custo atual da energia provavelmente levará um quantitativo de mortes na ordem de 147.000 (confira dados abaixo), se houver um inverno típico no continente.
A publicação explicou o impacto provocado por um forte aumento nos preços da eletricidade, sobre o número de mortes durante o inverno nos países europeus.
Em caso de temperaturas amenas, levando em conta o inverno mais quente durante os últimos 20 anos para cada país, esse número cairia para 79.000, um aumento de 2,7%. E com o inverno mais rigoroso, caso se repita uma temporada mais fria em cada país desde 2000, esse número subiria para 185.000, um aumento de 6%.
A análise avaliou a gravidade da temporada que registra aumento nos casos de gripe (em decorrência da queda de temperatura) e os preços da energia como os principais fatores responsáveis pelo número de óbitos que deverão ocorrer no período.
Portanto, o clima, demografia, gripe, eficiência energética, renda, gastos do governo e custos de eletricidade estão intimamente relacionados com a elevação do custo de uma ampla variedade de combustíveis utilizados para o aquecimento durante a temporada.
A previsão é de que a Itália, por exemplo, registre mais mortes, devido a um aumento de quase 200% nos custos de eletricidade desde 2020, isso associado ao maior nível de envelhecimento da população.
Em toda a Europa, mais 28% de pessoas com pelo menos 80 anos, representam 49% da mortalidade total. Essa população idosa morre mais nos meses de frio do que nos mais quentes.
Em média, em um inverno 1 °C mais frio do que o normal para um determinado país, 1,2% mais pessoas morrem, de acordo com as estatísticas da The Economist.
Os altos preços dos combustíveis podem exacerbar o efeito das baixas temperaturas sobre as mortes, levando as pessoas a usar menos aquecedores, aumentando sua exposição ao frio.
Dado o clima médio, o levantamento constatou que um aumento de 10% nos preços da eletricidade está associado a um aumento de 0,6% nas mortes, embora esse número seja maior nas semanas frias e menor nas leves.
O relatório observa que, devido aos ataques russos à sua infraestrutura, a Ucrânia sofreria mais baixas civis do que qualquer outro país.
O número de soldados que se acredita terem morrido na Ucrânia é estimado entre 25.000 e 30.000 para cada lado.
Na semana passada, o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, alertou que, se a guerra na Ucrânia não terminar quando o próximo inverno chegar, o setor de energia da Europa enfrentará riscos mais sérios do que este ano.
Como resultado do aumento das sanções ocidentais contra a Rússia, o preço do gás e da eletricidade para casas residenciais na Europa aumentou significativamente. Antes da guerra, a Rússia fornecia de 40 a 50% do gás natural da União Europeia.
No domingo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, culpou as autoridades europeias pela crise energética e pela falta de combustível no continente.
*Da Presstv com edição de Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara.












