O apresentador da Fox News, Brian Kilmeade, foi alvo de duras críticas após sugerir, durante uma transmissão ao vivo no programa Fox & Friends, a execução de pessoas em situação de rua com doenças mentais. O comentário foi feito em tom sério durante um debate ocorrido em 10 de setembro, e acabou forçando o jornalista a se retratar publicamente.
A discussão teve início quando o também apresentador Lawrence Jones comentou que o governo dos Estados Unidos investe bilhões de dólares em programas de assistência social e saúde mental, mas que, segundo ele, muitos beneficiários recusam o apoio oferecido.
“Eles não podem ter escolha. Ou aceitam os recursos oferecidos ou acabam presos”, disse Jones.
Foi então que Kilmeade fez a declaração mais polêmica do debate:
“Ou uma injeção letal involuntária, ou algo assim. Simplesmente matá-los”, afirmou, sem hesitar.
A apresentadora Ainsley Earhardt, surpresa com a fala, questionou: “Por que tem que chegar a esse ponto?”. Kilmeade, no entanto, reforçou que estava falando sério, citando o estado da Carolina do Norte como exemplo de má gestão.
“Não estamos votando nas pessoas certas na Carolina do Norte. Acordem!”, completou.
Repercussão e retratação
A repercussão foi imediata nas redes sociais e entre organizações de direitos humanos, defensores de moradores de rua e instituições de saúde mental. A pressão pública levou Kilmeade a fazer uma retratação formal:
“Estou obviamente ciente de que nem todas as pessoas em situação de rua e com doenças mentais agem como o agressor na Carolina do Norte, e que muitos merecem nossa empatia e compaixão”, declarou.
Ele classificou o próprio comentário como “extremamente cruel” e afirmou que não pretendia incentivar nenhum tipo de violência.
A Fox News, até o momento da publicação desta matéria, não comentou oficialmente o caso.
Contexto
Nos Estados Unidos, o aumento da população em situação de rua e a falta de políticas públicas eficazes para o tratamento de doenças mentais têm gerado intensos debates. No entanto, a defesa de ações extremas, como a sugerida por Kilmeade, é amplamente condenada por especialistas e organizações humanitárias.
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