A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) condenou com veemência o ataque aéreo promovido por Israel na última segunda-feira (16), que atingiu as instalações da emissora estatal iraniana IRIB em Teerã. O bombardeio ocorreu durante uma transmissão ao vivo, forçando os jornalistas a evacuarem os estúdios às pressas em meio a explosões.
Em nota pública, a entidade classificou o episódio como uma “gravíssima violação ao direito internacional humanitário e à liberdade de imprensa”. A federação reforçou que jornalistas e instalações de comunicação não devem ser alvos em situações de conflito armado, conforme determinam convenções internacionais.
“Atentar contra a imprensa é atacar o direito da sociedade à informação”, afirmou a FENAJ, ressaltando que a escalada de violência entre Irã e Israel coloca em risco não apenas civis, mas o próprio exercício democrático da comunicação.
A federação também pediu um cessar-fogo imediato e o respeito à integridade física dos profissionais da comunicação em zonas de guerra.
Contexto do ataque
Segundo veículos da imprensa iraniana, os estúdios da IRIB estavam transmitindo normalmente quando mísseis israelenses atingiram prédios próximos. A emissora relatou que, apesar da destruição parcial de sua estrutura, não houve mortes entre os profissionais.
O governo israelense ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação. O ataque acontece em meio a uma nova onda de hostilidades entre Israel e Irã, que se intensificaram nos últimos meses, especialmente após episódios de ataques cruzados em áreas de influência mútua no Oriente Médio.
Liberdade de imprensa em tempos de guerra
A denúncia da FENAJ se soma a outras manifestações internacionais que vêm alertando para o aumento da violência contra jornalistas em zonas de conflito, sobretudo no Oriente Médio. Organizações como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) vêm acompanhando a escalada de casos desde o início da guerra em Gaza, em 2023.
De acordo com dados da RSF, mais de 100 profissionais da imprensa foram mortos em conflitos armados desde o último ano, o que configura uma das maiores taxas de letalidade para jornalistas na história recente.
*Com informações da Agência Sputnik. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












