Em meio à tensão entre Estados Unidos e Venezuela, autoridades americanas informaram que agentes de inteligência passaram meses analisando a rotina do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, com o objetivo de planejar sua captura. O anúncio foi feito neste sábado (3) pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, durante coletiva de imprensa.
Caine explicou que a investigação detalhou hábitos pessoais de Maduro, como alimentação, vestuário, animais de estimação e deslocamentos diários, para reduzir riscos à população civil e garantir a integridade do mandatário e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo ele, as forças americanas estavam prontas desde dezembro, aguardando a oportunidade ideal para agir com máxima surpresa.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, relatou que os militares construíram uma réplica da residência de Maduro, com cofres e portas de aço, para treinar a operação. “Estávamos preparados com maçaricos e tudo que seria necessário, mas não foi preciso, pois ele nem chegou a essa parte da casa”, disse Trump, descrevendo o local como uma “fortaleza”.
O governo da Venezuela reagiu duramente, chamando a ação de “gravíssima agressão militar” e afirmando que o objetivo era controlar recursos estratégicos, como petróleo e minerais. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina e exigiu a libertação imediata de Maduro e sua esposa.
A Suprema Corte venezuelana confirmou a continuidade administrativa do país durante a detenção.
A comunidade internacional, incluindo países como a Rússia, condenou a operação e defendeu a soberania da Venezuela. O episódio evidencia um momento de extrema tensão diplomática e militar, reforçando a necessidade de negociações para evitar escalada do conflito.
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