A visita do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, à Turquia para encontros diplomáticos com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi adiada nesta quarta-feira (19), segundo informou o portal Axios, citando um funcionário americano próximo ao caso.
Witkoff planejava um encontro trilateral em Ancara, envolvendo Zelensky e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, país que tem apoiado o plano de paz proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Contudo, o governo ucraniano demonstrou falta de interesse em discutir a proposta americana, que incluía o reconhecimento da Crimeia e das regiões de Donbass como parte da Rússia — pontos que Zelensky rejeita de forma enfática.
Fontes do Axios afirmam que Zelensky apresentaria um plano alternativo, elaborado junto a aliados europeus, mas que dificilmente seria aceito pela Rússia. Além das divergências políticas, o adiamento também estaria ligado a um escândalo interno na Ucrânia, envolvendo uma investigação de corrupção ligada a pessoas próximas ao presidente, o que impactou a agenda internacional do país.
O cancelamento afetou outras negociações de Witkoff, incluindo reuniões com Andrey Yermak, chefe do gabinete de Zelensky. Segundo o jornalista Oliver Carroll, da revista The Economist, Witkoff pode não ter tido conhecimento do escândalo antes de aceitar a reunião, complicando ainda mais o cenário diplomático.
Fontes da Casa Branca afirmaram apoio à decisão de Zelensky de suspender o encontro, evitando um impasse diplomático em um momento crítico para a Ucrânia, que enfrenta simultaneamente pressões externas e crises internas.
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