A escalada de tensão no Oriente Médio está provocando reflexos diretos na economia do Egito.
O presidente Abdel Fattah al-Sisi declarou nesta quinta-feira (5) que o país vive um cenário próximo de estado de emergência econômica, citando possíveis aumentos de preços e a necessidade de fiscalização rigorosa para conter abusos comerciais.
Embora o país não tenha sido alvo de ataques diretos, a libra egípcia caiu para 50,2 libras por dólar, atingindo seu menor valor em oito meses.
A desvalorização da moeda é consequência da saída de investimentos estrangeiros e deve encarecer produtos e serviços internamente, especialmente considerando a dependência do Egito de importações.
Durante um discurso em uma academia militar, al-Sisi afirmou que comerciantes que praticarem preços abusivos poderão ser responsabilizados em tribunais militares, em uma tentativa de proteger o mercado e a população.
O aumento da tensão regional também afeta rotas estratégicas de comércio. O fluxo pelo Estreito de Ormuz e pelo Canal de Suez, principal fonte de receita do país, passou por alterações. Empresas de transporte marítimo estão revisando rotas para minimizar riscos e evitar impactos logísticos.
O presidente egípcio destacou que esforços diplomáticos estão em andamento para tentar encerrar o conflito, alertando que a continuação da guerra terá custos elevados para toda a região.
Contexto da escalada no Oriente Médio
O conflito se intensificou após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28), com explosões registradas em Teerã e relatos de mísseis atingindo diferentes áreas da cidade.
O presidente americano Donald Trump confirmou a operação, motivada por pressões sobre o programa nuclear iraniano. O governo do Irã afirmou que suas ações são de caráter pacífico.
Durante o ataque, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e outros altos oficiais foram mortos. Como retaliação, o Irã lançou mísseis balísticos contra Israel e bases militares dos Estados Unidos na região, ampliando a instabilidade geopolítica e colocando países vizinhos, incluindo o Egito, em alerta.
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