Os Estados Unidos conduziram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no início de janeiro de 2026.
Em entrevista à Fox News, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA permanecerão no país “até colocarmos a Venezuela em ordem”, citando o potencial econômico da nação, com reservas petrolíferas capazes de gerar bilhões de dólares em receita.
A ação, realizada no dia 3 de janeiro, foi considerada por Caracas uma “grave agressão militar”, com o objetivo de controlar recursos estratégicos, incluindo petróleo e minerais, e enfraquecer a independência política do país.
Maduro e Flores foram levados para Nova York, onde se declararam inocentes de acusações de narcoterrorismo na primeira audiência do Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Com a ausência do presidente, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interinamente, enfrentando uma crise política e diplomática sem precedentes.
Em paralelo, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros como um gesto unilateral do governo bolivariano para promover a paz interna.
No entanto, o parlamentar não detalhou o número de beneficiados nem a duração da medida, deixando dúvidas sobre a extensão real do gesto.
A repercussão internacional foi imediata. Países como Rússia e China pediram a libertação de Maduro e sua esposa, reforçando o direito da Venezuela de decidir seu próprio destino sem interferência externa.
O governo russo reafirmou solidariedade ao país e manifestou apoio à presidente interina Delcy Rodríguez, além de se comprometer a continuar fornecendo assistência.
O episódio evidencia a tensão crescente entre Estados Unidos e Venezuela, com impactos regionais e globais. As declarações de Trump sobre exploração de petróleo e a permanência americana no país indicam que interesses estratégicos e econômicos estão no centro da operação, enquanto a ação desencadeou protestos diplomáticos e debates sobre soberania e legalidade.
A combinação de intervenção militar, captura de líderes e reações internacionais coloca a Venezuela em um momento crítico, que poderá redefinir suas relações com os Estados Unidos e outros atores globais, ao mesmo tempo em que testa a liderança interina de Delcy Rodríguez e a resiliência das instituições venezuelanas.
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