Uma reportagem publicada pelo The New York Times na terça-feira (30) destaca o contraste entre os preparativos para a Copa do Mundo de 2026 e a crise de dependência de opioides em áreas próximas a centros esportivos de Vancouver, no Canadá.
O material chama atenção para o bairro Downtown Eastside, localizado a poucos quarteirões do BC Place Stadium, uma das sedes do torneio.
Segundo a publicação, a região — que também abriga o centro de credenciamento da FIFA — é marcada por forte vulnerabilidade social, com pessoas em situação de rua e usuários de drogas expostos em vias públicas desde as primeiras horas do dia.
O relatório descreve ainda casos de indivíduos em estado crítico de saúde associados ao uso contínuo de opioides sintéticos.
Autoridades de saúde da Colúmbia Britânica alertam para a circulação de substâncias conhecidas informalmente como “down”, que podem conter compostos como a ciclorfina, um opioide sintético de alta potência. Segundo o centro de controle de doenças da província, essa substância pode ser até dez vezes mais forte que o fentanil, ampliando o risco de overdose.
O cenário descrito pelo jornal não se restringe ao Canadá. Em Seattle, nos Estados Unidos, situação semelhante é observada nas proximidades do Lumen Field, também palco de jogos da Copa do Mundo de 2026.
De acordo com o relatório, um dos principais pontos de uso de drogas da cidade fica a poucas quadras da arena esportiva.
O contraste entre a preparação das cidades para o evento esportivo global e a persistência de áreas afetadas pela crise de saúde pública evidencia a complexidade do problema dos opioides na América do Norte.
Enquanto estádios recebem ajustes para o torneio, autoridades locais seguem enfrentando desafios relacionados ao aumento do consumo de drogas sintéticas e seus impactos sobre populações em situação de vulnerabilidade.
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