Depois de três anos e quase 7 milhões de mortes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente, nesta sexta-feira (5), que a Covid-19 não representa mais uma emergência de saúde global.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, rebaixou oficialmente o status da doença, salientando, no entanto, que ela continua sendo uma “ameaça à saúde global”.
A decisão de baixar o nível de alerta foi tomada após uma reunião de especialistas na quinta-feira (4).
Embora a “fase de emergência” tenha terminado, milhares de pessoas ainda morrem todas as semanas devido ao vírus, insistiu a OMS.
A organização descreveu pela primeira vez a Covid-19 como uma pandemia em março de 2020, quando o vírus se espalhou para todos os continentes, exceto a Antártida.
Embora a doença tenha ceifado apenas algumas centenas de vidas até então, a declaração da pandemia resultou em lockdowns sem precedentes e restrições à circulação e ao comércio, causando contrações econômicas que ainda tem reflexos mundialmente.
Desde então, cerca de 764 milhões de casos foram registrados globalmente, enquanto 5 bilhões de pessoas teriam recebido pelo menos uma dose de uma das vacinas.
Embora a maioria dos países tenha abandonado suas medidas de controle da pandemia, os EUA ainda têm uma emergência de saúde pública em vigor, que só deve expirar na próxima semana. Mais de 1,1 milhão de pessoas morreram com Covid-19 nos EUA, mais do que em qualquer outro país, de acordo com estatísticas da OMS.
Em 2021, a OMS declarou que houve uma transposição do vírus de animais para humanos. Essa opinião foi revista no ano seguinte, quando a OMS reconheceu que faltavam “dados-chave” para avaliar se ele poderia ter surgido de um laboratório.
No início desta semana, a organização anunciou que o chefe da missão internacional enviada à China para investigar as origens da pandemia havia sido demitido por má conduta sexual. Peter Ben Embarek alegou que houve pressão política sobre sua equipe, inclusive de fora da China.
Frustrada com a falta de uma resposta global coordenada à sua declaração de emergência, a OMS colocou seus 194 países-membros para trabalhar na elaboração de um tratado global para enfrentar futuras pandemias. Embora o acordo busque ostensivamente proteger a população de ameaças globais à saúde, críticos alertaram que ele poderia comprometer a soberania nacional e os direitos individuais.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












