Equipes de resgate da Indonésia concluíram nesta quarta-feira (25) a retirada do corpo da brasileira Juliana Marins, de 27 anos, que caiu de uma trilha no Monte Rinjani, vulcão ativo localizado na ilha de Lombok. A confirmação foi feita pelo Parque Nacional do Monte Rinjani nas redes sociais, destacando a complexidade da operação em terreno acidentado e sob condições climáticas adversas.
7 horas de resgate
Depois de mais de 7 horas de resgate, equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) conseguiram recuperar o corpo de Juliana das encostas do Monte Rinjani. O processo começou às 6h (horário local), com a preparação dos equipamentos e logística para a retirada em área de difícil acesso. Às 13h51, a equipe e o corpo chegaram ao topo do penhasco, ponto de ancoragem da operação, e por volta das 15h50 alcançaram Pelawangan, referência na trilha da montanha. Em seguida, desceram até Sembalun. O corpo chegou ao Resort Sembalun às 20h40 e, em seguida, foi levado ao Hospital Bhayangkara Polda NTB, onde passará por exames periciais antes do translado ao Brasil.
Juliana caiu de um penhasco na noite de sexta-feira (20), horário brasileiro, e foi encontrada morta quatro dias depois. O corpo estava a cerca de 600 metros do ponto inicial da queda. A região é famosa por sua beleza natural, mas também é considerada de alto risco para trilheiros e alpinistas.
O acidente e a longa espera por resgate geraram forte comoção nas redes sociais, com familiares, amigos, artistas e políticos cobrando respostas e apoio das autoridades. Durante os dias de busca, houve relatos desencontrados sobre o estado de Juliana, incluindo informações não confirmadas de que ela estaria recebendo água e alimentos, o que mais tarde foi desmentido pelas autoridades locais.
Juliana Marins morava em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ela concluiu a graduação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2021, e trabalhou com produção de conteúdo digital para os canais Off e Multishow. No LinkedIn, colegas destacavam seu profissionalismo e dedicação.
O caso reacende o debate sobre segurança em trilhas de alta complexidade e a necessidade de protocolos mais eficientes para resgates de turistas estrangeiros em áreas de risco.
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