O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura um mês, vem causando impactos ambientais significativos na região e no mundo. Levantamentos recentes apontam que mais de 300 incidentes com danos ambientais ocorreram nas primeiras semanas, envolvendo países como Irã, Iraque, Israel, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
Ataques a instalações industriais, depósitos de petróleo e portos liberam poluentes, metais pesados e resíduos tóxicos, comprometendo a saúde humana e a biodiversidade.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alertou que a destruição de depósitos de petróleo intensifica a poluição atmosférica e agrava a escassez hídrica no Oriente Médio, pedindo cessar-fogo imediato.
Autoridades do Irã e do Líbano classificaram a destruição ambiental como ecocídio, enquadrando-a como crime internacional.
Entre os riscos identificados estão potenciais acidentes nucleares, devido a ataques próximos a instalações de enriquecimento de urânio, além de incêndios, derramamentos de petróleo e impactos nos ecossistemas marinhos do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho.
Especialistas destacam que a redução da oferta de gás e fertilizantes também afeta preços e produção agrícola em outros países.
No aspecto climático, estima-se que o conflito tenha emitido cinco milhões de toneladas de CO₂ em apenas duas semanas, podendo ultrapassar 10 milhões de toneladas por mês caso as operações militares continuem.
O setor militar mundial, se considerado como país, estaria entre os maiores emissores globais de gases de efeito estufa, contribuindo com 5,5% das emissões totais.
Analistas reforçam que os impactos ambientais vão além dos bombardeios, incluindo transporte de equipamentos, uso de armamentos e consumo energético logístico.
A recomendação de organismos internacionais é investir em diálogo e diplomacia para reduzir os danos ambientais e climáticos provocados pela guerra.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.












