A escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel repercute intensamente nos mercados de energia. Nesta quarta-feira (18), após ataques a instalações do campo de gás natural Pars, o barril de petróleo atingiu US$ 108. Em resposta, o Irã realizou bombardeios a uma refinaria no Catar.
Entre as vítimas dos ataques no Irã estão o ministro de Inteligência Esmail Khatib, morto durante o bombardeio, e Ali Khamenei, líder supremo do país, além de altos comandantes da força paramilitar Basij, como Ali Larijani e Gholamreza Soleimani. Khatib fazia parte da Guarda Revolucionária desde 1980 e ocupava o cargo de ministro desde 2021.
As operações militares resultaram em aproximadamente 1,3 mil mortes no Irã, principalmente civis, e cerca de 900 vítimas no Líbano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou danos a unidades de saúde, registrando 20 mortes em hospitais iranianos, 30 mortos e 25 feridos em hospitais do Líbano, e dois ataques a hospitais em Israel.
O campo de gás Pars, a maior jazida do mundo, compartilhada entre Irã e Catar, também foi atingido. O governo iraniano anunciou retaliações contra infraestrutura de petróleo, gás e energia dos países envolvidos nos bombardeios, iniciando ataques ainda nesta quarta-feira ao Parque Industrial Ras Laffan, no Catar, controlado pela empresa estatal de petróleo do país.
Especialistas alertam que a tensão internacional pressiona os preços globais de energia e aumenta a volatilidade do mercado, impactando diretamente o abastecimento de petróleo e derivados em escala mundial.
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