A mudança representa um marco, já que a Argentina mantinha vantagem histórica devido à proximidade geográfica e aos acordos comerciais do Mercosul.
Enquanto os veículos argentinos costumam incluir peças produzidas no Brasil, os carros chineses chegam totalmente montados, competindo diretamente com a cadeia de suprimentos automotivos local, apontou o South China Morning Post nesta terça-feira (10).
Crescimento expressivo das importações
O valor das importações chinesas atingiu US$ 375 milhões em janeiro, mais de dez vezes o registrado no mesmo mês de 2025, representando cerca de 65% do total de carros importados pelo Brasil.
Essa estratégia segue um padrão observado em outros mercados: as montadoras chinesas enviam veículos prontos inicialmente, criando presença no país, antes de investir em produção local e semi-montagem. No Brasil, empresas como BYD e Great Wall Motors lideram essa expansão. A BYD, por exemplo, destina R$ 5,5 bilhões para transformar a antiga fábrica da Ford em Camaçari, Bahia, em polo de semi-montagem.
Segundo a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, a China exportou 8,32 milhões de veículos em 2025, crescimento de 30% em relação a 2024. Apesar da rápida expansão no Brasil, o país ainda ocupa a quinta posição entre os destinos globais dos carros chineses, atrás de México, Rússia, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.
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