A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou que a presença de nomes em documentos relacionados ao caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein não deve ser interpretada automaticamente como prova de envolvimento em crimes.
A declaração ocorre em meio à repercussão da divulgação de novos arquivos e ao aumento da pressão política em Washington para que figuras públicas prestem esclarecimentos. Segundo Clinton, os documentos trazem informações “muito preocupantes” e “realmente horríveis”, mas exigem análise responsável e baseada em fatos.
Ela voltou a defender a divulgação integral do material. “Isso precisa ser totalmente transparente. Há muitos anos peço que tudo seja tornado público, para que as pessoas não apenas vejam o que há nesses arquivos, mas também, se for apropriado, responsabilizem quem deve ser responsabilizado”, declarou.
O caso também ganhou novos contornos após relatos de que Steve Bannon, ex-assessor da Casa Branca, teria tentado envolver Epstein em um plano para “derrubar” o papa Francisco. A informação ampliou a repercussão política em torno dos documentos.
Outro ponto que voltou ao debate é a relação do ex-presidente Bill Clinton com Epstein, registrada em viagens e contatos nas décadas de 1990 e 2000. Embora o nome dele apareça nos arquivos divulgados recentemente, não há acusação formal contra o ex-presidente no âmbito deste caso.
A possibilidade de depoimentos de Bill e Hillary Clinton à Câmara dos Estados Unidos faz parte da pressão de parlamentares, especialmente do Partido Republicano, que têm intensificado as investigações sobre as conexões do financista.
Para Hillary Clinton, a prioridade deve ser a apuração completa dos fatos, com acesso público às informações e responsabilização apenas quando houver comprovação de irregularidades.
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