Representantes do ensino superior de Brasil, Rússia e Belarus participaram, nesta terça-feira, em Minsk, da terceira edição do Fórum da Liga de Reitores de Universidades.
O encontro teve como foco o fortalecimento da cooperação acadêmica, científica e tecnológica entre os três países.
A iniciativa busca ampliar projetos conjuntos nas áreas de educação, inovação, preservação cultural, pesquisa ambiental e intercâmbio universitário.
A abertura do fórum contou com a presença de Viktor Sadovnichy, presidente da União Russa de Reitores, de Vadim Bogush e da vice-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Andrea Belfort.
Durante o encontro, os representantes destacaram o avanço da integração universitária entre os países, com foco em intercâmbio acadêmico, formação científica e desenvolvimento de pesquisas em áreas consideradas estratégicas.
Um dos principais exemplos de cooperação já em funcionamento é o programa de mestrado em “História da Diáspora Belarussa”, desenvolvido em parceria entre universidades russas e belarussas há seis anos. O projeto é apontado como referência em mobilidade acadêmica e integração educacional.
No caso brasileiro, as parcerias também vêm se ampliando. Segundo os organizadores do fórum, o interesse entre instituições de ensino brasileiras e russas continua crescendo apesar da distância geográfica e das diferenças linguísticas.
Entre os projetos em andamento está o Lektório Innopraktika, inaugurado em 2025 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O espaço oferece cursos de língua russa para estudantes brasileiros e promove atividades culturais e históricas ligadas à Rússia.
Em 2026, o centro promoveu eventos relacionados ao Dia da Cosmonáutica, homenagens ao astronauta Yuri Gagarin e ações ligadas às celebrações da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A previsão é de que uma biblioteca especializada em literatura russa seja inaugurada ainda este ano.
Outro tema debatido durante o fórum foi a preservação digital de acervos históricos. Pesquisadores russos apresentaram propostas para criação de plataformas em realidade virtual voltadas à reconstrução e conservação de coleções museológicas.
A iniciativa ganhou força após o incêndio que destruiu parte significativa do acervo do Museu Nacional, em 2018. O objetivo é utilizar tecnologia digital para preservar virtualmente exposições e coleções históricas, reduzindo riscos de perdas irreversíveis.
A cooperação ambiental também aparece entre as prioridades da parceria acadêmica. Cientistas brasileiros e russos trabalham conjuntamente em projetos de monitoramento climático na Amazônia, buscando aprofundar estudos sobre o papel da floresta no equilíbrio ambiental global.
Os pesquisadores pretendem ampliar análises relacionadas ao impacto climático, biodiversidade e preservação ambiental da região amazônica, considerada estratégica para o planeta.
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