As autoridades da Argentina iniciaram uma operação para localizar uma fonte radioativa de césio-137 que desapareceu de um instituto de cardiologia na cidade de Rosário, na província de Santa Fé.
Diante do sumiço do material, a Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) emitiu um alerta nacional e orientou a população a não tocar no objeto caso ele seja encontrado.
A cápsula radioativa era utilizada na calibração de equipamentos de medicina nuclear do Instituto de Cardiologia Dr. Luis González Sabathie.
O desaparecimento foi comunicado por uma funcionária de 67 anos autorizada a manipular o material, que estava armazenado em um laboratório com acesso restrito.
Segundo a ARN, o último registro de utilização da fonte ocorreu na sexta-feira (12). Como não foi possível identificar quem teve contato com o equipamento após essa data, foi acionado o protocolo nacional de segurança, mobilizando equipes especializadas, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Federal Argentina para as buscas.
O material contém césio-137 em forma de gel, acondicionado em um recipiente plástico transparente e protegido por uma blindagem específica. De acordo com a autoridade reguladora, o risco radiológico é considerado muito baixo enquanto a cápsula permanecer íntegra.
Ainda assim, a recomendação é que qualquer pessoa que localize o objeto mantenha distância e comunique imediatamente as autoridades, sem tentar manuseá-lo.
O césio-137 é um isótopo radioativo produzido artificialmente e amplamente utilizado em procedimentos médicos, pesquisas e aplicações industriais.
Quando exposto sem proteção adequada, o material pode emitir radiação capaz de provocar queimaduras, danos aos tecidos e outras consequências graves à saúde.
O desaparecimento da fonte radioativa também relembra o acidente com césio-137 ocorrido em Goiânia, em 1987, considerado um dos maiores desastres radiológicos da história.
Na ocasião, um aparelho de radioterapia abandonado foi desmontado, liberando material radioativo que acabou sendo distribuído entre moradores, causando contaminação em centenas de pessoas, mortes e impactos ambientais e sanitários que marcaram o país.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












