O governo da Alemanha defendeu mudanças significativas no funcionamento da União Europeia ao propor o fim da exigência de unanimidade nas decisões relacionadas à política externa e segurança do bloco.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, durante discurso realizado na quarta-feira (6). Segundo ele, o objetivo é tornar a União Europeia mais rápida e eficiente diante de desafios estratégicos e crises internacionais.
Para isso, o ministro apresentou um plano com seis medidas voltadas à modernização do processo decisório europeu. Atualmente, temas ligados à política externa e segurança exigem aprovação unânime dos 27 países-membros, permitindo que um único governo bloqueie determinadas ações.
De acordo com Wadephul, esse modelo tem dificultado respostas mais rápidas da União Europeia em cenários de tensão internacional. Pela proposta alemã, países que optarem por não aderir inicialmente a determinadas iniciativas poderiam permanecer fora das ações, sem impedir que os demais membros avancem em conjunto.
O chanceler também criticou episódios recentes em que interesses nacionais travaram decisões importantes do bloco. Nos últimos anos, Hungria e Eslováquia utilizaram o mecanismo de unanimidade para bloquear medidas relacionadas ao apoio à Ucrânia e ao processo de adesão ucraniana à União Europeia.
Para o governo alemão, a União Europeia precisa adotar mecanismos mais flexíveis e inovadores para preservar sua estabilidade política e relevância no cenário internacional.
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