Participando da Lide Brazil Conference, em Londres, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a defender a política de juros altos.
Em resposta aos petardos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é crítico da taxa Selic no patamar de 13,75%, ele afirmou que “o time (tempo) da equipe técnica do BC é diferente do time político”.
O economista também defendeu a autonomia do Banco Central e citou a Argentina e Turquia como dois exemplos de desastre econômico após romper a autonomia de seus respectivos Bancos Centrais, rompendo com o sistema de metas atualmente adotado no Brasil.
Campos afirmou que a política monetária e iniciativas de sua gestão, como a adoção do PIX, promoveram uma bancarização recorde no país. Segundo destacou, até vendedor de balas em sinal de trânsito teve que se bancarizar para receber pagamento por meio deste modelo de transação.
Destaca-se nesta apresentação a afirmação do economista de que o Banco Central autônomo se preocupa com as pessoas e com o combate a pobreza. Os números ululantes não reflete isso.
Segundo dados do IBGE, 32 milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza e outros 13 milhões em situação de extrema pobreza. A soma chega a 52,7 milhões de pessoas, um quarto da população. A política monetária adotada no país é um dos elementos que contribuíram para agravar esta catástrofe social.
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