O governo federal está finalizando um novo programa de renegociação de dívidas, com anúncio previsto após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de viagem oficial à Europa.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira (17) pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante agenda nos Estados Unidos.
A iniciativa surge em meio ao elevado nível de endividamento das famílias brasileiras, que alcançou 80,4% em março, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O objetivo é facilitar a substituição de dívidas com juros altos, como as do cartão de crédito e do crédito direto ao consumidor (CDC), por modalidades mais acessíveis.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a proposta prevê a migração desses débitos para linhas com taxas menores, como o crédito consignado ou operações com algum tipo de garantia, incluindo renda ou bens.
A medida deve atender principalmente três grupos: famílias, trabalhadores informais e pequenos empresários.
Segundo Durigan, o programa não deve gerar aumento de gastos públicos. A estratégia envolve mecanismos de garantia para estimular instituições financeiras a oferecer melhores condições de renegociação, como redução de juros e prazos mais favoráveis, sem impacto direto no orçamento do governo.
O secretário também destacou que a iniciativa busca aliviar a pressão financeira sobre a população e ampliar o acesso ao crédito em condições mais sustentáveis.
Durante a agenda internacional, Durigan ainda comentou o cenário econômico global, apontando que tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel podem afetar o crescimento mundial e influenciar decisões sobre juros em diferentes países.
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