Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou sob investigação um suposto esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízos milionários a investidores.
A ação foi realizada nesta sexta-feira (17) com base em apurações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas por crimes como estelionato, organização criminosa e infrações contra a economia popular. Parte dos investigados foi presa durante a operação.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada associadas aos nomes LGO e A&C, que funcionavam no mesmo endereço na Rio de Janeiro, sem autorização para operar no sistema financeiro.
O esquema oferecia rendimentos mensais de até 3% e apresentava propostas consideradas fora dos padrões de mercado, muitas vezes divulgadas como alternativas para quitação de dívidas. Para atrair novos participantes, os envolvidos realizavam pagamentos iniciais, criando uma aparência de credibilidade.
As apurações indicam que os valores distribuídos aos investidores não eram provenientes de aplicações legítimas, mas sim da entrada de novos integrantes — dinâmica típica de esquemas de pirâmide financeira.
Há registros de perdas expressivas. Em um dos casos citados na investigação, um investidor teria tido prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Além das acusações criminais, o Ministério Público solicitou a condenação dos envolvidos e a fixação de indenização mínima de R$ 1,59 milhão às vítimas, sem prejuízo de outras medidas que podem ser adotadas na esfera cível.
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