O Brasil terá 158.745.463 pessoas aptas a votar nas Eleições de 2026, segundo o perfil do eleitorado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O número representa um crescimento de 1,46% em comparação com o pleito geral de 2022, quando o cadastro reunia aproximadamente 156,4 milhões de eleitores.
Em quatro anos, o país ganhou cerca de 2,3 milhões de votantes. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o eleitorado escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Norte apresenta maior crescimento
A Região Norte registrou a maior expansão proporcional do eleitorado, com alta de 4,37%. O número de pessoas aptas a votar passou de aproximadamente 12,5 milhões para 13,1 milhões.
Roraima apresentou o maior crescimento entre os estados, superior a 9%. O Centro-Oeste avançou 3,97%, seguido pelo Nordeste, com 2,69%, e pelo Sul, com 1,34%.
O Sudeste foi a única região a apresentar redução, com queda de 0,56%. Apesar da diminuição, permanece como o maior centro eleitoral do país, reunindo cerca de 41% de todos os brasileiros aptos a votar.
São Paulo continua liderando o ranking estadual, com aproximadamente 34,1 milhões de eleitores. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 16,3 milhões; Rio de Janeiro, com 12,8 milhões; Bahia, com 11,3 milhões; e Paraná, com 8,6 milhões.
Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais concentram cerca de 52,45% do eleitorado nacional.
Peso regional nas estratégias eleitorais
A concentração de eleitores no Sudeste transforma a região em uma área central para as campanhas presidenciais. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo reúnem mais de quatro em cada dez votos disponíveis no país.
Isso não significa, entretanto, que o Sudeste decidirá isoladamente a eleição. Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste também possuem peso relevante, especialmente quando uma candidatura consegue abrir vantagem expressiva em determinada região.
Os dados ajudam a compreender por que partidos e candidatos direcionam agendas, alianças e comunicação para estados mais populosos. O desempenho regional, contudo, dependerá do cenário político formado após as convenções e do comportamento efetivo do eleitorado nas urnas.
Mulheres permanecem como maioria
As mulheres continuam representando a maior parcela do eleitorado brasileiro. São 83.877.126 eleitoras, correspondentes a 52,84% do total.
Os homens somam aproximadamente 74,7 milhões de eleitores. A maioria feminina reforça a importância de temas relacionados à saúde, segurança, renda, emprego, educação e proteção social nas plataformas eleitorais, embora o voto das mulheres não constitua um bloco político uniforme.
Eleitorado brasileiro envelhece
As estatísticas também mostram o avanço da participação das pessoas mais velhas. O grupo com 60 anos ou mais passou de aproximadamente 32,9 milhões de eleitores, em 2022, para 37,5 milhões em 2026.
Com isso, a participação dessa faixa etária aumentou de 21,02% para 23,6% do eleitorado nacional.
Ao mesmo tempo, as pessoas entre 21 e 34 anos passaram de 43,8 milhões para cerca de 41 milhões. A participação desse grupo caiu de 28,01% para 25,85%.
A faixa etária individual mais numerosa está entre 40 e 44 anos, concentrando aproximadamente 10% das pessoas aptas a votar.
Eleitorado no exterior cresce quase 32%
O número de brasileiros cadastrados para votar fora do país chegou a 918.876. O crescimento foi de aproximadamente 31,8% em comparação com 2022, quando havia 697.078 eleitores no exterior.
Quem possui domicílio eleitoral fora do Brasil participa exclusivamente da eleição para presidente e vice-presidente da República.
Dados sobre raça e cor ainda são parciais
A informação sobre raça e cor passou a integrar o cadastro eleitoral por meio de autodeclaração. Entretanto, pouco mais de 20% do eleitorado havia fornecido esse dado até a consolidação das estatísticas.
Entre as pessoas que preencheram a informação, aproximadamente 62% declararam-se pretas ou pardas, grupo reunido na classificação de população negra. Cerca de 35% declararam-se brancas, 0,88% indígenas e 0,70% amarelas.
Como a maior parte do cadastro ainda não possui essa informação, os percentuais não devem ser tratados como uma representação definitiva de todo o eleitorado brasileiro.
Disputa será definida pela combinação dos estados
Os números mostram que a eleição presidencial será disputada em um país marcado por grandes diferenças demográficas e regionais.
O Sudeste concentra a maior quantidade absoluta de votos, enquanto o Nordeste possui o segundo maior contingente eleitoral. Norte e Centro-Oeste apresentaram crescimento proporcional relevante, e o Sul continua sendo uma região estratégica para qualquer candidatura nacional.
Mais do que dominar apenas uma parte do país, os candidatos precisarão combinar vantagens regionais, reduzir derrotas em territórios adversos e ampliar a participação de grupos numerosos, como mulheres e eleitores acima dos 60 anos.
Os dados oficiais permitem dimensionar onde estão os votos. A escolha de quem receberá esses votos, entretanto, somente será conhecida nas urnas.
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