Recentemente, o longa “Casa de Dinamite”, dirigido por Kathryn Bigelow e disponível na Netflix, recebeu críticas do Pentágono por retratar de forma imprecisa o sistema de defesa antimísseis dos Estados Unidos, segundo reportagem da Bloomberg publicada no sábado (25).
No enredo do filme, os interceptores americanos falham ao tentar deter um míssil balístico intercontinental com ogiva nuclear que se dirige a Chicago.
Na vida real, porém, os Estados Unidos operam sistemas de interceptores localizados no Alasca e na Califórnia, cujo custo total chega a cerca de 50 bilhões de dólares (aproximadamente 270 bilhões de reais), projetados especificamente para impedir esse tipo de ataque.
Um memorando interno divulgado em 16 de outubro observa que o longa subestima significativamente as capacidades reais de defesa do país, algo considerado inoportuno diante dos planos do presidente Donald Trump de expandir ainda mais o programa de defesa antimísseis.
“O erro dos interceptores no filme faz parte da narrativa dramática para entreter o público”, disse o Pentágono, ressaltando que os testes reais apresentam resultados muito diferentes.
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