A Prefeitura do Rio reabriu nesta segunda-feira (27) a UPA Costa Barros, às 7h, encerrando quase um mês de suspensão dos atendimentos devido a episódios de violência na região. A unidade havia sido invadida por criminosos armados na madrugada de 30 de setembro, quando dois pacientes foram sequestrados. Profissionais de saúde e usuários foram impactados pela falta de segurança na unidade.
O Centro Municipal de Saúde (CMS) Portus e Quitanda, fechado por mais de três meses, também retomou as atividades nesta segunda-feira em suas instalações originais.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitou às forças de segurança do Estado medidas para garantir o funcionamento seguro das unidades. O secretário Daniel Soranz acompanhou a reabertura e ressaltou a importância das melhorias realizadas.
– A UPA Costa Barros reabre hoje totalmente revitalizada, com climatização, mobiliário e equipamentos novos. Desde o primeiro momento, queríamos abrir a unidade, mas a insegurança tornou inviável. Esperamos que as forças de segurança mantenham a ocupação da região para proteger pacientes e profissionais – afirmou Soranz.
Nos últimos dias, a SMS realizou a instalação de novas câmeras internas e externas, revisou equipamentos, substituiu insumos com prazo de validade próximo e realizou pequenos reparos estruturais.
A UPA Costa Barros é uma das unidades mais afetadas pela violência no Rio. Além da invasão em setembro, veículos de profissionais de saúde já foram alvejados por tiros, e uma ambulância chegou a ser sequestrada. A unidade atende em média 350 pessoas por dia, totalizando cerca de 10,5 mil por mês.
CMS Portus e Quitanda retorna ao imóvel original
O CMS Portus e Quitanda, também em Costa Barros, voltou a funcionar em suas instalações na Rua Jorge Nogueira, S/N, após fechamento em 25 de julho por questões de segurança. Durante o período, a equipe realizava atendimentos na UPA Costa Barros, mas o ataque de 30 de setembro interrompeu temporariamente os serviços.
O retorno foi possível graças ao compromisso das forças policiais de retirar barricadas que impediam a passagem de ambulâncias, pacientes e profissionais. A unidade conta com três equipes de saúde da família e atende cerca de 14 mil habitantes.
– Esperamos que a unidade seja respeitada e que não haja mais necessidade de fechamento. Com o apoio das forças de segurança, pacientes e profissionais poderão acessar os serviços sem riscos – destacou Soranz.
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