Professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a paralisação iniciada nesta semana como forma de pressionar o governo por avanços em pautas salariais e estruturais da educação.
A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo e segue nesta sexta-feira (10), após atos realizados no dia anterior.
A categoria tem nova assembleia marcada para as 16h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, na Avenida Paulista.
No encontro, os docentes devem deliberar sobre a continuidade do movimento e possíveis novas ações.
Entre as principais reivindicações está o reajuste salarial e a adoção do piso nacional do magistério como referência para toda a carreira.
Os professores também cobram medidas de valorização profissional, melhores condições de trabalho e revisão de políticas educacionais atualmente em vigor no estado.
A pauta inclui ainda a retirada do Projeto de Lei 1316, que trata da reforma administrativa da educação paulista, além da revogação do modelo de avaliação de desempenho aplicado aos docentes, alvo de críticas por parte da categoria.
Outro ponto defendido é a ampliação da oferta de turmas, tanto no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA), especialmente no período noturno, além do fortalecimento da educação especial inclusiva.
Os profissionais também reivindicam o cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial entre professores da educação básica e outros profissionais com formação superior.
Além disso, manifestam preocupação com o avanço da chamada “plataformização do ensino”, caracterizada pelo uso crescente de ferramentas digitais privadas no ambiente escolar.
A assembleia desta sexta-feira deve definir os rumos do movimento, que pode ter novos desdobramentos conforme as decisões tomadas pela categoria.
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