A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro demitiu o capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, que estava afastado da corporação sob suspeita de envolvimento em negociações com traficantes do Comando Vermelho (CV). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo coronel Marcelo de Menezes, secretário de Estado da Polícia Militar, por meio das redes sociais.
Alessander era lotado no 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ele havia sido afastado das funções após o vazamento de áudios atribuídos ao oficial, nos quais aparecem supostas conversas com criminosos ligados à facção. Nas gravações, o capitão negociaria a retirada de barricadas instaladas em vias do município.
Segundo o coronel Marcelo de Menezes, a decisão foi tomada após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Corregedoria Geral da PM. De acordo com o secretário, ficou comprovada a prática de graves transgressões disciplinares.
“Após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Corregedoria Geral, foi determinada a demissão ex officio do capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, em razão de graves transgressões disciplinares devidamente apuradas”, afirmou Menezes.
O secretário reforçou que a corporação não tolera desvios de conduta e que a punição reafirma o compromisso da Polícia Militar com a ética e a legalidade. Segundo ele, somente permanecem nos quadros da instituição profissionais que atendam aos critérios técnicos, éticos e disciplinares exigidos.
Alessander já havia sido preso em maio de 2025 por agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Na ocasião, ele foi apontado como integrante de uma organização criminosa conhecida como o “novo Escritório do Crime”.
De acordo com o MPRJ, o grupo atuava a mando de líderes da contravenção no estado do Rio de Janeiro e mantinha um esquema de comercialização ilegal de armas e munições apreendidas durante operações da própria Polícia Militar.
O capitão e outros oito integrantes da organização foram denunciados à Justiça pelos crimes de organização criminosa armada, sequestro e comércio ilegal de armas de fogo e munições. O processo criminal segue em andamento.
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