Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar mobilizou diversas unidades na Zona Norte do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (28) com foco no combate a integrantes do Comando Vermelho.
A ação tem como objetivo o cumprimento de mandados judiciais, a recuperação de produtos de roubo e a checagem de informações de inteligência, segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
De acordo com informações apuradas, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão. As ordens judiciais são direcionadas principalmente a suspeitos de envolvimento na tortura e morte de um jovem ocorrida no ano passado, na comunidade do Ipase, localizada em Vila Kosmos, na região do Irajá.
Além do Ipase, a operação acontece em outras localidades da Zona Norte, incluindo Juramentinho, Trem, Fé e Sereno, áreas que integram o Complexo da Penha. Moradores relataram intensa movimentação policial e troca de tiros ao longo da manhã. Em alguns pontos, barricadas foram incendiadas durante a ofensiva.
🚨 Operação policial na Zona Norte do Rio cumpre mandados contra suspeitos do Comando Vermelho.
A ação investiga a morte de um jovem no Ipase, em Vila Kosmos. Há relatos de confrontos e barricadas incendiadas. Siga @diarioguanabara #RioDeJaneiro #ZonaNorte #OperacaoPolicial pic.twitter.com/dgxuM1YWYe
— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) January 28, 2026
Até o momento, não há registro oficial de feridos. Pelo menos um suspeito foi detido durante a ação, segundo informações preliminares divulgadas pelas forças de segurança.
As investigações são conduzidas pela 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho) e indicam que o Comando Vermelho atua de forma armada na região, com envolvimento em crimes como tráfico de drogas, roubos e homicídios. Segundo os investigadores, os criminosos disputam o controle territorial com outras facções e mantêm o domínio por meio da intimidação de moradores e da instalação de barricadas e outros obstáculos em vias públicas.
O crime ocorrido na comunidade do Ipase é tratado como um dos principais focos da operação. De acordo com a apuração policial, o caso é classificado como uma execução com características de punição exemplar, utilizada pela facção para impor controle e espalhar medo na região.
Participam da ofensiva equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e policiais militares de unidades especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque e o Grupamento de Salvamento e Resgate.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas prisões podem ocorrer ao longo do dia.
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