A previsão de novas tempestades mantém equipes de meteorologia e Defesa Civil em estado de atenção nesta quinta-feira (5). Avisos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e por órgãos estaduais apontam risco de chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Os temporais podem provocar volumes de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, com acumulados de até 100 milímetros em 24 horas. As rajadas de vento também preocupam e podem atingir velocidades entre 60 km/h e 100 km/h.
Com essas condições, há risco de alagamentos, enxurradas, destelhamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também seguem em alerta, principalmente porque municípios dos dois estados ainda enfrentam as consequências de episódios recentes de chuva intensa, vendavais e granizo.
São Paulo permanece em alerta até sábado
A Defesa Civil de São Paulo mantém o monitoramento das condições meteorológicas até este sábado (7). A previsão indica maior possibilidade de temporais durante as tardes e noites, períodos em que podem se formar tempestades isoladas.
Além da chuva forte, os episódios podem ser acompanhados por raios, granizo e ventos de até 80 km/h. Mesmo com a possibilidade de intervalos de melhora ao longo do dia, as autoridades alertam que as condições podem mudar rapidamente.
Outro ponto de preocupação é o risco de enxurradas e deslizamentos de terra, sobretudo em áreas vulneráveis e regiões que já apresentam histórico de ocorrências durante períodos de chuva volumosa.
Santa Catarina pode ter novos temporais durante o fim de semana
Em Santa Catarina, a previsão para esta quinta-feira aponta chuva em municípios do norte do estado, com tendência de melhora gradual a partir da tarde. No entanto, a trégua deve ser temporária.
Segundo a Defesa Civil catarinense, uma nova frente fria deve avançar sobre o território estadual a partir da noite de sexta-feira (6), criando condições para o retorno das instabilidades. A expectativa é de temporais ao longo do fim de semana, o que aumenta a preocupação com novos danos.
Os efeitos das tempestades recentes já foram registrados em 86 municípios catarinenses. Mais de 4,4 mil imóveis foram atingidos, e pelo menos 58 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas. Treze cidades decretaram situação de emergência.
Entre os municípios que adotaram a medida estão Chapecó, Anita Garibaldi, Fraiburgo, Paraíso e Zortéa.
A situação também foi agravada pela passagem de dois tornados na manhã de quarta-feira (4), que atingiram Chapecó e Xanxerê, no oeste catarinense.
Rio Grande do Sul contabiliza mais de 47 mil pessoas afetadas
No Rio Grande do Sul, os registros da Defesa Civil apontam que 102 municípios sofreram algum tipo de impacto provocado pelos eventos climáticos recentes.
As ocorrências incluem chuva intensa, granizo, vendavais, enxurradas e descargas elétricas. Até o levantamento divulgado, 24 pessoas haviam ficado feridas.
O balanço também contabilizava 327 moradores desalojados ou desabrigados. Desde o início de novembro, mais de 47 mil pessoas foram afetadas pelas condições meteorológicas no estado.
Os números mostram a dimensão dos estragos provocados pelas tempestades na região Sul e reforçam a necessidade de atenção diante da previsão de novos episódios de instabilidade.
Como se proteger durante tempestades
Com a possibilidade de chuva volumosa, raios e ventos fortes, as autoridades recomendam que a população evite atravessar ruas alagadas ou enxurradas. Também é importante manter distância de árvores, postes, placas e outras estruturas que possam cair durante as rajadas.
Durante tempestades com descargas elétricas, a orientação é procurar abrigo em construções seguras e evitar permanecer em campos abertos. Quem mora em áreas de encosta deve observar sinais de movimentação do solo, como rachaduras em paredes, terrenos ou ruas.
Caso haja indícios de deslizamento, os moradores devem deixar o local e procurar ajuda da Defesa Civil. A recomendação geral é acompanhar os comunicados oficiais e seguir as orientações das autoridades municipais e estaduais, principalmente nas cidades que já registraram prejuízos.
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