O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (4) o envio de mais 2 mil doses da vacina contra a mpox ao Rio de Janeiro. A nova remessa tem como objetivo reforçar os estoques estaduais e garantir a continuidade das ações de prevenção e controle da doença.
Segundo os dados divulgados pela pasta, o estado recebeu 3,5 mil doses ao longo de 2026, considerando o novo envio. A distribuição entre os municípios será organizada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, enquanto a aplicação ficará sob responsabilidade das secretarias municipais.
A vacinação não está disponível indiscriminadamente para toda a população. A estratégia nacional concentra a imunização em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença e em grupos com exposição específica ao vírus.
Quem tem prioridade para receber a vacina?
A principal prioridade são pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico de sangue.
Esse indicador é utilizado para avaliar o funcionamento do sistema imunológico. Quanto menor a contagem de CD4, maior pode ser a vulnerabilidade a determinadas infecções e complicações.
A vacina contra mpox é aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.
O Ministério da Saúde orienta que as pessoas incluídas no grupo prioritário procurem o centro de referência onde já fazem acompanhamento para realizar o cadastro e receber informações sobre o agendamento.
Outros grupos também poderão ser vacinados
Caso existam doses remanescentes, a estratégia permite ampliar a vacinação para outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.
Entre eles estão pessoas vivendo com HIV/aids e contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras relacionadas à mpox.
A utilização das doses seguirá os critérios técnicos e a disponibilidade dos imunizantes.
Pessoas que não pertencem aos grupos prioritários não devem presumir que poderão receber a vacina sem avaliação dos serviços de saúde.
Rio de Janeiro registra 218 casos em 2026
De acordo com os números apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, o Brasil contabiliza 665 casos confirmados de mpox em 2026.
No Rio de Janeiro, foram registrados 218 casos neste ano.
Os dados indicam uma redução expressiva em relação a 2022, período em que a doença provocou um surto de maior intensidade no país.
Na comparação apresentada pelo ministério, o total nacional representa uma queda de aproximadamente 94% em relação aos mais de 10 mil casos daquele ano.
No estado do Rio, a redução informada é de 84,2% em comparação com os cerca de 1,3 mil registros de 2022.
Apesar da diminuição, as autoridades sanitárias mantêm o monitoramento da doença e a orientação para que casos suspeitos sejam investigados.
Quais são os sintomas da mpox?
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções corporais e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Os sintomas mais frequentes incluem lesões ou erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.
As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital.
O período entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas geralmente varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Quem apresentar sinais compatíveis com a doença deve procurar uma unidade de saúde e evitar contato físico próximo com outras pessoas até receber orientação médica.
Vacinação também pode ocorrer após exposição ao vírus
A vacina pode ser indicada para pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados, dependendo da avaliação do risco de exposição.
Nessas situações, a recomendação é realizar a vacinação preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato.
A aplicação ainda poderá ocorrer até 14 dias depois da exposição, embora a capacidade de prevenir a infecção seja menor nesse intervalo.
A avaliação deve ser feita pelos serviços de saúde responsáveis pela vigilância epidemiológica.
Como prevenir a doença?
Além da vacinação dos grupos indicados, as medidas de prevenção continuam importantes. Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas é uma das principais recomendações.
Também é necessário não compartilhar objetos pessoais, higienizar frequentemente as mãos, lavar roupas e toalhas utilizadas por pessoas infectadas e limpar superfícies que possam estar contaminadas.
Pacientes diagnosticados devem seguir as orientações de isolamento até o encerramento do período de transmissão.
Municípios receberão doses conforme a necessidade
O Ministério da Saúde informou que continuará acompanhando o consumo das vacinas e a evolução dos casos no Rio de Janeiro.
Novas remessas poderão ser encaminhadas conforme a demanda identificada pela Secretaria de Estado de Saúde.
A estratégia faz parte das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter a vigilância epidemiológica, garantir o diagnóstico e proteger as pessoas com maior risco de complicações.
A orientação para a população é procurar atendimento diante de sintomas suspeitos e buscar informações sobre a vacinação nos serviços municipais de saúde.
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