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Rio de Janeiro recebe mais 2 mil doses da vacina contra mpox; estado soma 218 casos em 2026

Ministério da Saúde amplia estoque de imunizantes no estado, que passa a contar com 3,5 mil doses enviadas neste ano. Vacinação é direcionada a grupos com maior risco de complicações.

Redação Por Redação
04/11/2026 - 22:31
em Saúde
Rio de Janeiro recebe mais 2 mil doses da vacina contra mpox e soma 218 casos em 2026. Saiba quem pode se vacinar e conheça os sintomas.

Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (4) o envio de mais 2 mil doses da vacina contra a mpox ao Rio de Janeiro. A nova remessa tem como objetivo reforçar os estoques estaduais e garantir a continuidade das ações de prevenção e controle da doença.

Segundo os dados divulgados pela pasta, o estado recebeu 3,5 mil doses ao longo de 2026, considerando o novo envio. A distribuição entre os municípios será organizada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, enquanto a aplicação ficará sob responsabilidade das secretarias municipais.

A vacinação não está disponível indiscriminadamente para toda a população. A estratégia nacional concentra a imunização em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença e em grupos com exposição específica ao vírus.

Quem tem prioridade para receber a vacina?

A principal prioridade são pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico de sangue.

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Esse indicador é utilizado para avaliar o funcionamento do sistema imunológico. Quanto menor a contagem de CD4, maior pode ser a vulnerabilidade a determinadas infecções e complicações.

A vacina contra mpox é aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.

O Ministério da Saúde orienta que as pessoas incluídas no grupo prioritário procurem o centro de referência onde já fazem acompanhamento para realizar o cadastro e receber informações sobre o agendamento.

Outros grupos também poderão ser vacinados

Caso existam doses remanescentes, a estratégia permite ampliar a vacinação para outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

Entre eles estão pessoas vivendo com HIV/aids e contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras relacionadas à mpox.

A utilização das doses seguirá os critérios técnicos e a disponibilidade dos imunizantes.

Pessoas que não pertencem aos grupos prioritários não devem presumir que poderão receber a vacina sem avaliação dos serviços de saúde.

Rio de Janeiro registra 218 casos em 2026

De acordo com os números apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, o Brasil contabiliza 665 casos confirmados de mpox em 2026.

No Rio de Janeiro, foram registrados 218 casos neste ano.

Os dados indicam uma redução expressiva em relação a 2022, período em que a doença provocou um surto de maior intensidade no país.

Na comparação apresentada pelo ministério, o total nacional representa uma queda de aproximadamente 94% em relação aos mais de 10 mil casos daquele ano.

No estado do Rio, a redução informada é de 84,2% em comparação com os cerca de 1,3 mil registros de 2022.

Apesar da diminuição, as autoridades sanitárias mantêm o monitoramento da doença e a orientação para que casos suspeitos sejam investigados.

Quais são os sintomas da mpox?

A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções corporais e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

Os sintomas mais frequentes incluem lesões ou erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.

As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital.

O período entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas geralmente varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Quem apresentar sinais compatíveis com a doença deve procurar uma unidade de saúde e evitar contato físico próximo com outras pessoas até receber orientação médica.

Vacinação também pode ocorrer após exposição ao vírus

A vacina pode ser indicada para pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados, dependendo da avaliação do risco de exposição.

Nessas situações, a recomendação é realizar a vacinação preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato.

A aplicação ainda poderá ocorrer até 14 dias depois da exposição, embora a capacidade de prevenir a infecção seja menor nesse intervalo.

A avaliação deve ser feita pelos serviços de saúde responsáveis pela vigilância epidemiológica.

Como prevenir a doença?

Além da vacinação dos grupos indicados, as medidas de prevenção continuam importantes. Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas é uma das principais recomendações.

Também é necessário não compartilhar objetos pessoais, higienizar frequentemente as mãos, lavar roupas e toalhas utilizadas por pessoas infectadas e limpar superfícies que possam estar contaminadas.

Pacientes diagnosticados devem seguir as orientações de isolamento até o encerramento do período de transmissão.

Municípios receberão doses conforme a necessidade

O Ministério da Saúde informou que continuará acompanhando o consumo das vacinas e a evolução dos casos no Rio de Janeiro.

Novas remessas poderão ser encaminhadas conforme a demanda identificada pela Secretaria de Estado de Saúde.

A estratégia faz parte das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter a vigilância epidemiológica, garantir o diagnóstico e proteger as pessoas com maior risco de complicações.

A orientação para a população é procurar atendimento diante de sintomas suspeitos e buscar informações sobre a vacinação nos serviços municipais de saúde.

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Tags: #MinistérioDaSaúde#Mpox#MpoxRJ#NotíciasDoBrasil#Prevenção#RioDeJaneiro#SaúdePública#SaúdeRJ#SUS#Vacinação#VacinaContraMpox#VigilânciaEpidemiológica
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