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CNC pede ao STF adiamento do fim da escala 6×1 para 2027

Confederação quer ampliar o prazo de adaptação das empresas e propõe transferir a primeira redução da jornada de dezembro de 2026 para outubro de 2027.

Redação Por Redação
04/11/2026 - 20:44
em Economia
CNC acionou o STF para adiar o fim da escala 6x1. Entidade propõe iniciar a redução da jornada para 42 horas semanais apenas em outubro de 2027.

Imagem: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

A entrada em vigor das mudanças previstas para o fim da escala 6×1 pode ter o calendário alterado caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha uma ação apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade acionou a Corte na terça-feira (3) e solicitou a ampliação do prazo para que as empresas se adaptem à nova jornada de trabalho.

Por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), acompanhada de pedido de medida cautelar, a confederação propõe adiar a primeira etapa da transição. Pelo cronograma questionado, a redução da carga horária de 44 para 42 horas semanais, com dois dias de descanso, começaria em 16 de dezembro deste ano.

A CNC quer transferir essa fase para 16 de outubro de 2027. A entidade também propõe modificar a data da etapa seguinte, estabelecendo que a jornada de 40 horas semanais passe a valer em outubro de 2028.

CNC considera prazo de adaptação insuficiente

O calendário previsto estabelece que a primeira redução da jornada ocorra 60 dias após a promulgação do texto pelo Congresso Nacional. Depois de 12 meses, a carga horária semanal deverá passar de 42 para 40 horas.

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Na avaliação da CNC, o período inicial é curto para que empresas de diferentes portes e segmentos reorganizem suas atividades e atendam às novas exigências.

Entre os pontos que exigiriam planejamento estão a revisão dos postos de trabalho, a contratação de novos funcionários, a reorganização de turnos e as negociações de convenções coletivas com representantes dos trabalhadores.

Em comunicado, a confederação afirmou que não pretende questionar o mérito da redução da jornada ou a previsão de dois dias de descanso remunerados. O objetivo da ação, segundo a entidade, é discutir o prazo estabelecido para a implementação das mudanças e as condições oferecidas ao setor produtivo durante a transição.

Entidade questiona diferença entre empresas e setor público

Outro argumento apresentado ao Supremo diz respeito ao prazo concedido à administração pública para realizar ajustes em contratos com empresas terceirizadas.

A CNC afirma que órgãos públicos terão até um ano para adequar esses contratos, enquanto as empresas privadas receberam apenas 60 dias para se preparar. Para a confederação, a diferença estabelece condições desiguais entre os setores e dificulta o planejamento das atividades empresariais.

A entidade também demonstra preocupação com os acordos e convenções coletivas que já estão em vigor. Segundo a argumentação apresentada na ação, a aplicação automática das novas regras poderia comprometer cláusulas negociadas anteriormente entre empregadores e trabalhadores.

Na avaliação da CNC, esse cenário pode gerar insegurança jurídica durante a transição, especialmente para empresas que precisarão rever contratos, escalas e condições de trabalho.

STF deverá analisar pedido de mudança no cronograma

Com a ação protocolada, caberá ao Supremo Tribunal Federal avaliar os argumentos da confederação e decidir se há fundamento para alterar o calendário de implementação.

Caso o pedido seja acolhido, as datas previstas para a redução da jornada poderão ser adiadas. Até que haja uma decisão da Corte, entretanto, permanece em discussão a proposta apresentada pela CNC, sem confirmação de mudança no cronograma.

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