A Polícia Federal (PF) desvendou um dos maiores esquemas de corrupção e ostentação ilegal do Rio de Janeiro durante a Operação Teatro Invisível II, deflagrada na quarta-feira (16).
Entre os alvos está o prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL), investigado por integrar uma organização criminosa acusada de fraudes em licitações, caixa dois, lavagem de dinheiro e fake news eleitorais.
Mas o caso ganhou contornos de reality show após a descoberta de festas regadas a sexo, álcool e “primas do Job” – garotas de programa – em uma mansão de Vargem Grande, na zona oeste do Rio.
Mansão da suruba: luxo, nudez e deboche
No epicentro do escândalo está um casarão em condomínio de alto padrão, batizado de “mansão da suruba”. Imagens obtidas pela reportagem mostram duas mulheres nuas acompanhando o dono da festa até a porta para receber um segurança, que tentava conter o barulho.
“Pode multar, irmão. R$ 5 mil, R$ 10 mil… Olha aí as peças!”, desafia o anfitrião, em meio a risadas.
O vídeo, posteriormente publicado por uma das profissionais do sexo em plataforma adulta, viralizou e agora integra as provas da PF.
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Esquema bilionário e bloqueios
Enquanto as “primas do Job” circulavam nuas pelo condomínio, a organização movimentava rios de dinheiro sujo. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões em contas dos investigados e suspendeu atividades de oito empresas suspeitas de lavagem.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, Cabo Frio, Itaguaí, Mangaratiba e Juiz de Fora (MG).
Dr. Serginho, do PL, é apontado como um dos integrantes do grupo, que usava redes sociais para disseminar fake news e manipular eleições. Além dos crimes políticos, a PF investiga o uso de recursos públicos para financiar o estilo de vida nababesco dos envolvidos – incluindo as festas com gastos em prostituição e bebidas caras.
O caso chocou até investigadores pela combinação de crimes financeiros sofisticados e excessos hedonistas. Enquanto a defesa de Dr. Serginho nega irregularidades, a PF analisa documentos apreendidos e prepara novos desdobramentos. Para a população de Cabo Frio, resta a pergunta: quanto do dinheiro torrado em surubas de luxo saiu dos cofres da cidade?
Atualização: A reportagem tentou contato com a assessoria do prefeito Dr. Serginho, mas não obteve êxito até o fechamento deste texto.










