A CPI Mista do INSS se aproxima da fase final, com a leitura do relatório prevista para quarta-feira (25) e a votação marcada para quinta-feira (26), sem expectativa de prorrogação.
Nesta segunda-feira (23), estava programado o último depoimento da comissão, o de Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, mas a ex-notificada não foi localizada pela CPI.
Enquanto isso, seguem as negociações para a delação de Vorcaro, apontado como líder do esquema investigado. Desde quinta-feira à noite, ele se encontra na Superintendência da Polícia Federal, onde assinou o termo de confidencialidade e recebeu visitas de sua defesa durante o fim de semana.
A colaboração é aguardada com grande expectativa, pois Vorcaro possui conexões em diversas áreas e esferas de poder, podendo alterar significativamente os desdobramentos da investigação.
Segundo o advogado especialista em direito penal Max Telesca, a delação exige mais do que narrar fatos já conhecidos. “Ela precisa montar um quebra-cabeça e fornecer peças que faltam.
Além disso, podem surgir outros crimes ainda não detectados”, explicou. A legislação vigente, Lei nº 12.850/2013, determina que o delator revele todos os ilícitos aos quais participou, sem possibilidade de delação seletiva.
A presença de Vorcaro na superintendência facilita o início dos depoimentos, que devem ocorrer ainda nesta semana, sob confidencialidade e sigilo.
A expectativa é grande quanto ao conteúdo das informações, nomes envolvidos e provas que poderão ser apresentadas, podendo impactar diretamente a conclusão da CPI.
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