O consumo de arroz com feijão, considerado a base da alimentação brasileira, atingiu em 2024 o menor nível da história, segundo levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A informação foi divulgada no último sábado (4), em reportagem publicada pelo portal g1.
De acordo com os pesquisadores, o pico de consumo de arroz foi registrado na década de 1990, enquanto o feijão alcançou sua maior popularidade ainda nos anos 1960. Desde então, o hábito de incluir esses dois alimentos na dieta diária vem caindo de forma contínua.
Entre os principais fatores que explicam a queda está a mudança no estilo de vida da população brasileira. “Nas décadas de 1960 e 1970, as famílias eram mais numerosas, com mais filhos, e havia uma rotina diferente, onde o hábito de cozinhar em casa era mais presente. Hoje, no ambiente urbano, a vida é mais agitada e há muitas opções rápidas e práticas disponíveis em cada esquina”, explicou o pesquisador Alcido Wander, da Embrapa.
A substituição de refeições caseiras por produtos industrializados ou ultraprocessados também tem preocupado os especialistas em saúde pública. Arroz e feijão, quando consumidos juntos, oferecem um equilíbrio ideal de nutrientes, como proteínas, fibras e minerais, sendo eficazes na prevenção de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2.
Nutricionistas alertam que o abandono desse hábito tradicional pode contribuir para o aumento de doenças crônicas e o enfraquecimento das práticas alimentares saudáveis no país.
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