O Palácio Tiradentes, prédio histórico da Alerj no Centro do Rio, abriu na última terça-feira (5) a série Música & Democracia com a apresentação do RioHarpFestival, um dos mais importantes festivais de harpas do mundo.
A primeira apresentação foi com o duo Claire Le Fur (harpa) e Raymond Gratien (guitarra), representante da França.
As próximas apresentações serão do duo libanês Al Nur Kibir’ JafferSwamani e RudaBrauns no dia 12, do belga Jacques Vandelvede no dia 19, do mexicano Kevin Zapa Hurtado no dia 26 e do argentino Walter Morato no dia 1º de agosto.
Esta é a primeira vez que o Palácio Tiradentes recebe o RioHarp, que tem um programa especialmente criado para as apresentações no prédio histórico.
A iniciativa é uma parceria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro com a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj).
A 17ª edição do RioHarpFestival transforma a cidade durante o mês de julho na ‘capital mundial das harpas’. O festival, que este ano, realiza 73 concertos e inclui em sua programação orquestras de projetos sociais de comunidades do Rio.
“Poder experimentar um espetáculo dessa natureza, gratuito, com harpistas renomados, de diferentes nacionalidades, é uma oportunidade imperdível”, destaca o subdiretor de Cultura da Alerj, Nelson Freitas.
“O que a Alerj e a Funarj estão oferecendo é uma valiosa troca de experiências musicais entre culturas diferentes, que diz um pouco sobre como o Palácio vai se apresentar ao povo como centro cultural, além de sua função museológica”, explica.
Prédio vai abrigar novo espaço cultural
Antiga sede da Alerj, o Palácio Tiradentes, construído em 1926 passa por obras de reforma para reabrir ao público como novo equipamento cultural do estado, a Casa da Democracia.
Os concertos no RioHarpFestival ocorrem na sala 103, com entrada pela Rua Dom Manuel s/nº, na Praça XV. As vagas são limitadas (cerca de 80 lugares) e a distribuição de senhas começa às 18 horas.
Evento faz parte do projeto Música no Museu
A harpa é considerada um dos instrumentos mais antigos da humanidade, criada há pelo menos 5 mil anos. Além de fazer parte do circuito mundial, o festival integra a programação do projeto ‘Música no Museu’, consolidado na agenda cultural da cidade, que traz este ano 50 músicos, representando 20 países, entre 1º e 31 de julho, em vários outros palcos.
Iniciado em 1997, o ‘Música no Museu’ tornou-se a maior série clássica do Brasil, reconhecido pelo RankBrasil, a versão brasileira do Guinness Book.
Com exceção do período da pandemia da covid-19, foram realizados 500 concertos presenciais por ano em todo o país, ocupando cerca de 2.500 músicos, além de uma versão internacional.
Próximas apresentações do RioHarpFestival
12/07 – Al Nur Kibir – JafferSwamani, RudaBrauns (Líbano)
19/07 – Jacques Vandelvede, harpa dupla (Bélgica)
26/07 – Kevin Zapo Hurtado, harpa (México)
01/08 – Walter Morato, harpa (Argentina)
Local: Rua Dom Manuel s/nº – sala 103 – Praça XV – Centro – Rio de Janeiro
Entrada franca – distribuição de senhas limitadas, a partir de 18h no local












