O líder de torcida Jerry Harris, astro da série ‘Cheer’, da Netflix, foi condenado na quarta-feira (6) a 12 anos de prisão. Ele se declarou culpado ante a acusão de viajar com a intenção de fazer sexo com uma menor e receber pornografia infantil, além de outros crimes nos EUA.
O líder de torcida, ou cheerleader, que já fez campanha para o atual presidente Joe Biden, foi alvo de cinco acusações adicionais, que foram retiradas como parte de uma transação penal. A sentença foi proferida por um tribunal federal de Chicago.
O astro da Netflix estava sob custódia desde sua prisão, em setembro de 2020. Em fevereiro, ele se declarou culpado de duas das sete acusações que enfrentava, incluindo a de viajar com a intenção de se envolver em “conduta sexual ilícita” com um garoto de 15 anos e pagar a um garoto de 17 anos por imagens sexualmente explícitas.
As outras cinco acusações adicionais – que envolviam Harris solicitando sexo de adolescentes em eventos de líderes de torcida e recebendo fotografias obscenas – foram retiradas como parte do acordo.
Durante uma investigação do FBI, Harris admitiu aos agentes que pediu e recebeu imagens sexualmente explícitas de 10 a 15 pessoas e sabia que todos eram menores.
Os promotores originalmente buscaram uma pena de prisão mais longa, argumentando que Harris usou sua posição como celebridade no circuito de líderes de torcida para “persuadir e seduzir” suas jovens vítimas em conduta sexual.
O jogador de 22 anos ficou famoso em 2020, quando foi destaque na série “Cheer”, da Netflix, que seguiu uma equipe de líderes de torcida do Texas enquanto se preparavam para os campeonatos nacionais.
A série ganhou três Prêmios Emmy e dois outros títulos, e Harris passou a fazer campanha para o presidente Joe Biden em junho, três meses antes de sua prisão.
A segunda temporada de “Cheer” contou com um episódio inteiro dedicado à investigação de Harris.












