O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, instou o governo de Israel a respeitar o Direito Internacional Humanitário, encerrando o ciclo de violência contra Gaza, na Palestina. Os ataques sistemáticos de Israel estão provocando mortes de civis, incluindo crianças.
Num comunicado divulgado nesta quarta-feira (10), Guterres insistiu também pediu o “fim imediato das hostilidades”, considerando que “a perda de vidas civis, incluindo mulheres e crianças, é inaceitável”.
“Deve cumprir com suas obrigações sob o Direito Internacional Humanitário, fazendo uso proporcional da força e tomando todas as precauções viáveis para salvar vidas humanas e objetos civis”, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, se referindo diretamente ao governo de Israel.
Desde terça-feira (9), Israel lançou ataques indiscriminados na Faixa de Gaza, matando pelo menos 19 palestinos, incluindo mulheres e crianças, além de três membros do movimento palestino Jihad Islâmica. Em resposta, a Resistência Palestina garantiu que o regime de ocupação pagará um alto preço por sua agressão contra o enclave costeiro palestino e prometeu uma “resposta dolorosa” aos crimes do regime.
Em paralelo às declarações de Guterres, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deixou claro que aquilo a que chamou “o golpe mais duro da história” infligido ao movimento palestiniano Jihad Islâmica “ainda não acabou”.
Em outra parte da nota, o funcionário da ONU também disse que “condena o lançamento indiscriminado de foguetes de Gaza contra Israel porque violam o Direito Internacional Humanitário e colocam civis em risco” de ambos os lados.
A Câmara Conjunta das Facções da Resistência Palestiniana anunciou, através de um comunicado, a implementação da Operação “A Vingança dos Livres”, um grande ataque com centenas de mísseis contra áreas ocupadas e alvos do inimigo.
Esta operação surge em resposta ao assassínio dos líderes das Brigadas Al-Quds, a ala militar da Jihad Islâmica, durante “o bombardeamento bárbaro e traiçoeiro de casas civis, que também deixou vários mártires civis inocentes” que estavam nas suas casas.
“A Resistência está pronta para todas as opções e, se a ocupação persistir em sua agressividade e arrogância, dias sombrios a aguardam”, alertou na nota.
*Com informações da Hispantv e edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












