O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026. O avanço das notificações mantém as autoridades de saúde em alerta, principalmente por causa da alta capacidade de transmissão do vírus e da presença de pessoas sem o esquema vacinal completo.
Apesar do aumento, a Secretaria de Estado da Saúde informa que as cadeias de transmissão estão identificadas e seguem sob acompanhamento epidemiológico. Em algumas regiões, o período sem novos registros já permite avaliar se a circulação do vírus foi interrompida.
Na atualização anterior, divulgada em 25 de setembro, o estado contabilizava 37 casos. O registro mais recente naquele momento era de um homem de 42 anos, morador da capital paulista, que não havia sido vacinado contra a doença. Dos casos contabilizados até então, a maioria envolvia pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto.
Vigilância acompanha cadeias de transmissão
O trabalho das equipes de saúde inclui a investigação dos contatos dos pacientes, identificação da origem provável da infecção e acompanhamento das chamadas cadeias de transmissão.
Esse monitoramento é importante porque o sarampo pode se espalhar rapidamente entre pessoas suscetíveis. Quando uma determinada cadeia passa várias semanas sem apresentar novos casos relacionados, as autoridades podem considerar a transmissão encerrada naquela região.
Em atualizações anteriores, São Paulo já havia conseguido encerrar uma das cadeias identificadas após completar o período de acompanhamento sem novas ocorrências associadas.
A vigilância continua ativa, porém, porque novos casos importados ou relacionados a pessoas infectadas em outras localidades podem iniciar uma nova sequência de transmissão.
Vacinação é principal forma de prevenção
Com a elevação no número de casos, o governo paulista reforçou a orientação para que moradores verifiquem a caderneta de vacinação.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. A Secretaria de Saúde de São Paulo recomenda que pessoas com vacinação incompleta procurem uma unidade para atualizar o esquema.
Para crianças, a rotina prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 1 a 29 anos devem comprovar duas doses. Entre 30 e 59 anos, a recomendação é de pelo menos uma dose, enquanto profissionais de saúde devem ter duas doses registradas, independentemente da idade.
Em locais onde há maior risco de exposição ao vírus, também pode ser recomendada uma dose adicional para bebês entre 6 e 11 meses. Essa aplicação antecipada não substitui as doses previstas posteriormente no calendário infantil.
Doença é altamente contagiosa
O sarampo é uma infecção viral transmitida principalmente pelo ar, por meio de partículas eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.
Os sintomas costumam incluir febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas que começam geralmente no rosto e depois se espalham pelo corpo.
A doença pode provocar complicações, especialmente em crianças pequenas, pessoas desnutridas ou com imunidade comprometida.
O Brasil recuperou em 2024 a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo. Isso não impede, contudo, a ocorrência de casos importados ou cadeias locais de transmissão, motivo pelo qual autoridades sanitárias consideram altas coberturas vacinais essenciais para evitar o retorno da circulação sustentada do vírus.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.










