A Rússia trabalha com a hipótese dos supostos vazamentos de documentos do Pentágono, sobre a guerra da Ucrânia, fazerem parte de uma campanha de desinformação patrocinada pelo próprio governo dos EUA.
O objetivo seria criar um conceito falso no Kremlin sobre as capacidades militares do governo ucraniano. O conteúdo dos documentos vazados foi revelado por uma reportagem do The News York Times (NYT).
Esses documentos revelam que o Departamento de Defesa dos EUA teria elaborado quatro cenários inesperados do conflito na Ucrânia, avaliando as possíveis consequências que poderiam ter para as partes em conflito.
A veracidade do material que não foi comprovada, consistiria numa análise da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), subordinada ao Pentágono, realizada um ano após o início da operação militar especial russa.
Os cenários hipotéticos estudados pela DIA incluem a morte do presidente russo, Vladimir Putin, ou do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, a retirada da liderança militar russa e um ataque militar ucraniano ao Kremlin.
De acordo com os documentos, um ataque ucraniano ao Kremlin poderia provocar “uma mobilização militar em larga escala” na Rússia e aumentar a probabilidade de que Moscou use armas nucleares táticas.
Nesse contexto, a inteligência dos EUA acredita que tal escalada de Kiev poderia forçar Putin a “negociar uma solução” para o conflito.
A mídia afirma que o documento não fornece dados sobre o grau de probabilidade de um ou outro cenário. Também não há qualquer menção às possíveis consequências da morte de chefes de Estado ou de uma mudança na liderança militar das Forças Armadas russas.
O NYT observa que as autoridades dos EUA não confirmaram ou questionaram a autenticidade do documento, como aconteceu com o resto dos vazamentos recentes.
Os materiais que vieram à tona na semana passada se concentram principalmente no conflito ucraniano com detalhes sobre perdas, capacidades de defesa, o número de tropas e material de guerra em diferentes frentes, as necessidades do exército ucraniano e o cronograma de entregas de armas a Kiev.
Entre outras questões mencionadas nos documentos estão a espionagem de Washington sobre a Coreia do Sul e Israel, os meios para as autoridades israelenses optarem por enviar ajuda militar a Kiev e possíveis cenários de conduta política da China.
Moscou avalia a tese de informação falsa, por considerar que os EUA são parte do conflito, estão de fato travando uma guerra híbrida. “É possível que eles usem tais estratégias para enganar o adversário, ou seja, a Federação Russa”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, na quarta-feira (12), ao comentar o vazamento.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











