A maioria dos bancos dos EUA está “tecnicamente perto da insolvência” e centenas deles já estão “totalmente insolventes”. A afirmação é do renomado economista Nouriel Roubini, em sua nova avaliação sombria sobre o setor bancário norte-americano.
Em um artigo publicado no Project Syndicate, o analista que se notabilizou mundialmente depois de prever a crise financeira global de 2008, oferece seu argumento apenas algumas semanas depois que o setor bancário dos EUA foi abalado pelos colapsos do Silicon Valley Bank e do Signature Bank.
A turbulência se espalhou para a Europa, afundando o segundo maior credor da Suíça, o Credit Suisse, que foi forçado a se fundir com o líder bancário do país, o UBS.
Denominado em Wall Street pelo apelido de “Doutor Catástrofe“, por sua tendência a previsões pessimistas, Roubini explica que o declínio econômico relacionado à pandemia de coronavírus agravou as vulnerabilidades subjacentes do sistema financeiro dos EUA, deixando muitas instituições financeiras em uma situação precária.
O especialista ressalta que a situação atual tem sido induzida por fatores como o alto nível de endividamento de empresas e famílias, bem como a supervalorização de ativos como ações e imóveis.
Roubini observou que a política linha-dura adotada pelo Federal Reserve (Fed) dos EUA inevitavelmente aumentou a pressão sobre a lucratividade dos credores, diminuindo a diferença entre os juros que recebem sobre empréstimos e os juros que pagam sobre depósitos.
Os riscos assumidos pelos credores na tentativa de gerar mais lucros em meio a constantes aumentos de juros os tornaram mais vulneráveis a possíveis perdas, disse o analista.
No ano passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros para entre 4,75% e 5%, a mais alta desde 2006, de praticamente zero, o que aumentou o risco de depreciação de ativos nos balanços de muitas instituições financeiras.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











