As declarações de Elon Musk sobre a guerra na Ucrânia provocaram uma resposta do governo russo. Nesta sexta-feira (24), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que a interrupção das operações da Starlink em território ucraniano poderia contribuir para reduzir as mortes causadas pelo conflito.
Em uma publicação no Telegram, Zakharova comentou as falas do empresário e sugeriu que o serviço de internet via satélite deixasse de funcionar na Ucrânia. Segundo ela, essa medida representaria um passo importante para diminuir as perdas humanas decorrentes da guerra.
A manifestação ocorreu após Musk criticar, durante entrevista concedida ao The Economist, a postura de parte da comunidade diplomática internacional em relação ao conflito.
O empresário afirmou considerar distante da realidade a visão de autoridades que, segundo ele, defendem a continuidade da pressão militar sobre a Rússia sem levar em conta a situação enfrentada por quem está na linha de frente.
Durante a conversa, Musk declarou que muitos diplomatas discutem a guerra em ambientes confortáveis enquanto soldados e civis continuam morrendo. Na avaliação do bilionário, não há expectativa de que Moscou retire suas tropas voluntariamente do território em disputa.
Desde o início da guerra, a Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, desempenha papel importante na manutenção das comunicações na Ucrânia.
O serviço começou a ser disponibilizado logo nas primeiras semanas do conflito e, em 2025, já contava com mais de 70 mil terminais em operação, utilizados tanto por órgãos civis quanto pelas forças militares ucranianas.
Enquanto o debate sobre a atuação da Starlink ganha repercussão, a Rússia voltou a acusar a Ucrânia de atacar áreas civis. Segundo o governo russo, drones ucranianos atingiram depósitos da empresa de comércio eletrônico Wildberries, provocando a morte de sete funcionários.
O Kremlin e a própria Wildberries negaram informações de que os armazéns estariam sendo utilizados para apoiar operações militares russas, afirmando que as instalações tinham finalidade exclusivamente comercial.
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