A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal o paradeiro de duas armas que não haviam sido entregues à Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes. A manifestação foi enviada à Corte depois de o Exército comunicar que apenas parte do armamento registrado em nome do ex-presidente havia sido encaminhada à PF.
Segundo os advogados, uma pistola Glock 9 mm está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. A arma teria sido apreendida durante uma blitz com um militar que integrava a equipe de segurança de Bolsonaro. A defesa sustenta que a divergência apontada no procedimento estaria relacionada ao número de série do armamento.
A outra arma, uma espingarda Maestro Arms calibre 12, estaria em uma importadora localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. De acordo com os advogados, a espingarda teria sido recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca chegou a ser retirada do estabelecimento.
O Batalhão de Polícia do Exército havia informado ao STF que entregou seis das oito armas de Bolsonaro à Polícia Federal. Entre os itens que não foram localizados estavam justamente a pistola Glock e a espingarda Maestro Arms. A defesa, então, apresentou os esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes.
A determinação de entrega das armas foi feita após Moraes considerar incompatível a posse de armamentos com o cumprimento de pena. Além da apreensão dos itens, o ministro também suspendeu o porte de arma e cancelou o registro de Bolsonaro como atirador e colecionador.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Mesmo em prisão domiciliar, o entendimento do relator foi de que o ex-presidente não poderia manter armas sob sua posse ou registradas em condições de uso pessoal.
A defesa nega irregularidade no paradeiro das armas e afirma que os itens citados estão sob custódia ou responsabilidade de terceiros, sem posse direta do ex-presidente. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.
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