A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Parasita para investigar um suposto esquema de descontos associativos realizados sem autorização em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal.
De acordo com as investigações, associações teriam firmado contratos que permitiam a realização de débitos automáticos em folha de pagamento, mas sem comprovação adequada de que os beneficiários haviam autorizado as cobranças. A suspeita é de que o mecanismo tenha atingido mais de 3.500 contas.
O prejuízo inicial estimado ultrapassa R$ 5 milhões. Os valores teriam sido descontados de forma recorrente de aposentados e pensionistas, grupo considerado mais vulnerável pela natureza dos benefícios recebidos.
A apuração também aponta possíveis falhas nos mecanismos de controle relacionados aos contratos e à autorização dos descontos. O Banco de Brasília informou que empregados ligados ao processo foram afastados preventivamente e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo o banco, a comunicação às autoridades ocorreu após a identificação de indícios de irregularidades em movimentações financeiras e possíveis descumprimentos de normas internas de controle e compliance.
A operação ganhou repercussão em meio ao debate nacional sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, tema que também se tornou alvo de investigações no caso envolvendo beneficiários do INSS.
As investigações seguem para identificar a extensão do suposto esquema, a responsabilidade de servidores, associações e demais envolvidos, além da possibilidade de ressarcimento aos beneficiários prejudicados.
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