Irã e Israel voltaram a trocar ataques nas últimas 24 horas, em uma nova escalada que reacendeu o alerta internacional sobre o risco de ampliação do conflito no Oriente Médio. A tensão aumentou após bombardeios israelenses contra áreas ligadas ao Hezbollah no Líbano, mesmo em meio a esforços diplomáticos para manter um cessar-fogo na região.
A ofensiva israelense atingiu subúrbios do sul de Beirute e outras áreas do Líbano. O governo libanês afirma que Israel realizou milhares de bombardeios durante o período de cessar-fogo, acusação que aumentou a pressão internacional sobre Tel Aviv. Israel sustenta que suas ações têm como alvo estruturas militares do Hezbollah.
Após os ataques no Líbano, o Irã lançou mísseis contra Israel. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica informou que bases aéreas israelenses estavam entre os alvos da operação. As Forças de Defesa de Israel disseram que seus sistemas de defesa foram acionados para interceptar os disparos vindos do Irã.
Em seguida, Israel realizou uma nova rodada de ataques contra alvos militares no oeste e no centro do Irã. Segundo as forças israelenses, a ofensiva atingiu sistemas de defesa aérea e instalações relacionadas à capacidade militar iraniana. Veículos de imprensa relataram explosões em cidades como Teerã, Tabriz e Isfahan.
Autoridades israelenses também afirmaram ter atacado bases de lançamento de mísseis terra-terra e estruturas militares iranianas. Já autoridades iranianas disseram que instalações no sudoeste do país foram atingidas, incluindo uma área petroquímica na província de Khuzestan.
A troca de ataques provocou reação imediata do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na plataforma Truth Social, Trump pediu que Israel e Irã parassem de “atirar” imediatamente. O presidente americano também afirmou que os dois lados deveriam buscar uma interrupção rápida das hostilidades, em meio a negociações para tentar evitar uma guerra regional mais ampla.
Segundo a imprensa internacional, Trump também teria pressionado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que Israel não ampliasse a resposta militar contra o Irã. Mesmo assim, Israel realizou ataques em território iraniano antes de anunciar uma pausa nas ações.
Após a nova onda de ofensivas, Irã e Israel indicaram uma interrupção temporária dos ataques diretos. Apesar disso, a situação segue instável. Teerã advertiu que poderá retomar ações militares caso Israel continue atacando o Líbano, enquanto autoridades israelenses afirmam que seguirão combatendo o Hezbollah.
A crise ganhou outro componente com a entrada dos Houthis, grupo do Iêmen alinhado ao Irã. O movimento anunciou restrições à navegação de embarcações ligadas a Israel no Mar Vermelho e afirmou que navios associados ao país poderão ser considerados alvos militares. A ameaça aumenta a preocupação com o comércio marítimo e com o transporte de petróleo na região.
A escalada ocorre em um momento de forte tensão diplomática e militar no Oriente Médio. O Líbano tenta evitar uma expansão do conflito em seu território, Israel afirma agir contra ameaças de grupos apoiados pelo Irã, e Teerã busca responder ao que considera ataques contra seus aliados e sua soberania regional.
Analistas internacionais avaliam que o principal risco, neste momento, é uma sequência de retaliações que fuja ao controle diplomático. Mesmo com o apelo de Trump e o anúncio de pausa nos ataques diretos entre Irã e Israel, a continuidade das operações no Líbano e as ameaças no Mar Vermelho mantêm a região em estado de alerta.
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