A República Democrática do Congo enfrenta um agravamento do surto de ebola após ultrapassar a marca de 500 casos confirmados da doença.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Pública apontam que, até 6 de junho, foram registradas 515 infecções e 91 mortes relacionadas ao vírus.
A maior concentração dos casos ocorre na Ituri, província localizada no leste do país e marcada por conflitos armados que dificultam o trabalho das equipes de saúde e as ações de vigilância epidemiológica.
As autoridades sanitárias também enfrentam desafios adicionais após a saída de pacientes que estavam em isolamento.
Segundo informações oficiais, pelo menos 30 pessoas deixaram unidades de tratamento alegando deficiências no atendimento, incluindo problemas relacionados ao suporte nutricional.
Outro fator que preocupa especialistas é a escassez de insumos laboratoriais, que tem comprometido o monitoramento da doença.
Dados do governo indicam que apenas cerca de metade das pessoas que tiveram contato com infectados foi identificada e acompanhada pelas equipes de vigilância, reduzindo a eficácia das medidas de contenção.
A situação ganhou dimensão regional após a confirmação de casos em Uganda. O país vizinho já contabiliza 19 infecções e duas mortes associadas ao ebola, elevando o nível de alerta sanitário na região.
Especialistas avaliam que a combinação entre insegurança, dificuldades logísticas e limitações na infraestrutura de saúde pode dificultar ainda mais o controle do surto.
Diante desse cenário, organismos de saúde reforçam a necessidade de ampliar a vigilância epidemiológica, fortalecer a assistência médica e intensificar a cooperação internacional para conter o avanço da doença.
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