A morte de dois trabalhadores durante uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em Jardim Catarina, em São Gonçalo, provocou reação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que passou a cobrar esclarecimentos imediatos sobre a ação policial.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj informou que encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Segurança Pública, ao comando do batalhão responsável pela operação e ao Ministério Público solicitando acompanhamento rigoroso das investigações.
As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46. Segundo relatos iniciais, os dois seguiam de motocicleta para o trabalho carregando ferramentas e marmitas quando foram atingidos por disparos efetuados por policiais militares.
As primeiras informações apontam que os trabalhadores teriam sido confundidos com criminosos em uma região marcada pela atuação do tráfico de drogas.
A deputada estadual Dani Monteiro, presidente da comissão da Alerj, afirmou que o objetivo é garantir transparência e independência na apuração do caso.
Entre as medidas defendidas estão a preservação das provas, perícia detalhada no local e acesso às imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais envolvidos.
A parlamentar informou ainda que representantes da comissão estão buscando contato com familiares das vítimas e moradores da comunidade para acompanhar os desdobramentos da ocorrência.
Em nota, a Polícia Militar declarou que irá investigar todas as circunstâncias da ação e afirmou colaborar com as autoridades responsáveis pela apuração.
Já a Polícia Civil informou que os policiais envolvidos e testemunhas começaram a prestar depoimento na Delegacia de Homicídios. As armas utilizadas pelos agentes foram apreendidas para exames periciais, e as imagens das câmeras corporais também foram requisitadas.
Após a confirmação das mortes, moradores e familiares realizaram protestos na BR-101, nas proximidades do Jardim Catarina. Manifestantes bloquearam parte da via com objetos incendiados e um ônibus atravessado na pista.
A manifestação foi dispersada pela Polícia Militar com uso de spray de pimenta e balas de borracha.
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