O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, intensificou o processo de exonerações na estrutura administrativa estadual e já afastou mais de 1.400 servidores em pouco mais de dois meses à frente do Palácio Guanabara.
Somente na Secretaria de Estado de Fazenda, um novo pacote de demissões atingiu dezenas de servidores. Segundo o governo, as exonerações fazem parte de uma reorganização administrativa e de medidas para corrigir possíveis irregularidades no quadro funcional.
Faxina administrativa no Estado
De acordo com informações do governo, parte dos servidores exonerados não possuía crachá, senha de acesso aos sistemas ou registro efetivo de presença nos órgãos públicos.
As medidas ocorrem em meio às investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de favorecimento à Refit, grupo empresarial que acumula dívida bilionária em impostos e foi alvo da Operação Sem Refino.
Secretaria de Fazenda no centro das investigações
A Secretaria de Fazenda é considerada estratégica para a arrecadação estadual e está no foco das apurações que investigam suposto uso da estrutura pública para beneficiar interesses privados no setor de combustíveis.
A Polícia Federal aponta que a Refit teria sido favorecida durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.
Governo interino e cenário político
Ricardo Couto assumiu o comando do estado de forma interina após decisões judiciais que afastaram Cláudio Castro e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar.
O Supremo Tribunal Federal ainda deverá definir como ocorrerá a escolha do próximo governador, seja por eleição direta ou indireta.
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