A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, que investiga um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e favorecimento empresarial envolvendo o grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro. Entre os alvos da ação estão o governador Cláudio Castro e ex-integrantes do alto escalão do governo fluminense.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens e ativos ligados ao grupo econômico.
Segundo as investigações, a Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro teria sido utilizada para beneficiar os interesses da empresa, dificultando a atuação de concorrentes e favorecendo a manutenção de um modelo de negócios baseado em disputas tributárias e supostas vantagens indevidas.
Ricardo Magro entra na lista da Interpol
Ricardo Magro, de 51 anos, passou a ser procurado internacionalmente após ter seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol. O empresário é apontado como controlador da Refit desde 2008 e, segundo a Receita Federal, o grupo acumula dívidas bilionárias com o Fisco.
A empresa está em recuperação judicial e já havia sido alvo de outras investigações, como as operações Poço de Lobato e Carbono Oculto, que apuraram suspeitas de fraude tributária e vínculos com esquemas de lavagem de dinheiro.
Como funcionaria o esquema investigado
De acordo com a apuração, a Refit teria importado combustíveis semiacabados em vez de realizar o refino integral do petróleo no Brasil. Essa prática poderia reduzir a carga tributária e gerar vantagem competitiva no mercado de distribuição.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis já havia interditado cautelarmente as operações da empresa para esclarecimentos sobre o modelo de importação e processamento.
Defesa de Cláudio Castro
A defesa do governador informou que recebeu a operação com surpresa, mas declarou que Cláudio Castro está à disposição da Justiça e confia no esclarecimento dos fatos.
A Polícia Federal sustenta que estruturas do governo teriam sido usadas para facilitar as atividades do grupo e dificultar a entrada de concorrentes no mercado de combustíveis.
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